O MEU ENCONTRO COM ELA

Crônicas0h atrás

Eu comentei, por curiosidade, o status dela. Ela postou algo dizendo que era Fake News, o que não é hoje em dia? Mas o assunto fluiu, ela super educada! Eu, como não sou bobo, disse que era escritor e entendia um pouco de português! Ela como estava estudando para concursos, logo se interessou! Trocamos o número do telefone e viramos amigos! Eu, como muitos sabem, não tenho amigas! Mas, para sair do óbvio, aceitei a amizade. Não falei, mas ela é a verdadeira obra de arte esculpida em Carrara. Uau, o sorriso dela se compara ao pôr do sol, pois, depois da luz, vem o brilho proveniente duma estrela, que, na verdade, pode ser ela! Uma estrela deusa entre os mortais. A amizade fluiu, nós percebemos muitas coisas em comum e ficávamos horas conversando sobre tudo! Eu nunca disse a ela, mas eu já a admirava há tempos! Quase bati num carro por olhar para ela! Mas a vida me pôs ali com ela, a deusa moça esculpida em Carrara! Sabe aquela moça que todos olham? Então, é ela! Quem sou eu na fila do pão, né? Mas, como escritor, percebi sua beleza adjetiva em cada detalhe, cada gesto e falar! Nossa, ela é o amor da vida de qualquer homem, mas eu estava ali o dia inteiro conversando com ela. Eu, naquele momento, era um privilegiado, o mais sortudo dos homens, eu tinha o sorriso dela, pois ela sorria com minhas brincadeiras! Nós, às vezes, somos felizes por um instante em momentos que são únicos! Eu tenho a percepção disto. Por isso, eu sou escritor, vim à vida para registrar momentos únicos e raros, belos e poéticos. O meu encontro com ela foi isto que acabei de falar. O meu encontro com ela foi poesia bela a registrar. Rustic writer Russiann_poet

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PRESO NO TRÂNSITO DE UMA NOITE DE SEXTA

Crônicas0h atrás

O céu estava pesado, sem estrelas ameaçando chover a qualquer momento. Ele estava preso num trânsito caótico. Era 18:45pm de uma sexta feira. Do vidro do carro olhava as luzes dos faróis, dos apartamentos dos prédios. Parecia que as estrelas haviam descido do céu. Ligou o rádio e ficou ouvindo Raul Seixas. Sorriu e concordou Raul tinha razão era melhor mesmo ser essa metamorfose ambulante do que ter uma opinião formada sobre tudo. Pelo menos a metamorfose lhe pensava pensar sobre qualquer besteira e ter suas dúvidas. O carro andou uns poucos centímetros. Olhou os carros vizinhos. Pessoas conectadas e estressadas compartilhavam com ele o trânsito caótico. Um executivo num Honda civic discutia ao telefone, parecia gritar e apontava dedos pra todas as direções. Se ele tivesse um infarto ali e morresse perderia qualquer argumento, estivesse ou não com razão, qual o motivo pra gritar e apontar dedos? Seria necessário? Uma moto passou ao seu lado quase levando o retrovisor. Ele pensou em abrir a porta e gritar pro motoqueiro ir se danar. Pensou no infarto e refletiu. De que adiantaria? Suspirou pensou em relaxar e acender um cigarro. Mais uma vez o carro andou pouco. Ao longe viu sirenes. Andou bem mais que antes e pode ver um acidente. Um corpo coberto por plástico e um outro tentando ser reanimado por paramédicos. Ficou mais calmo. De que adiantaria ficar nervoso, mais estressado no trânsito? Estava com sorte por poder estar ali controlando sua paciência. Diferente da pessoa que estava sob o plástico preto, que não veria o dia surgir no dia seguinte e nem reclamaria mais. Logo depois começou a chover. Isso iria dificultar mais as coisas. Pelo menos quando chegasse em casa poderia aproveitar um banho quente e uma boa caneca de café. Isso o tranquilizou, chegou até a sorrir.

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