Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.
Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade sobre a ciência esotérica subjacente que pulsa por trás dos sistemas religiosos, filosóficos, místicos e iniciáticos da humanidade, pois há uma corrente de Sabedoria que atravessa os séculos como rio subterrâneo, ora visível nos templos, ora velada nas escolas, ora escondida nos símbolos, ora guardada no silêncio dos iniciados, ora revelada em palavras simples aos puros de coração. Esta corrente não pertence a um povo apenas, embora tenha vestido a linguagem de muitos povos. Não pertence a uma época apenas, embora tenha aparecido em muitos ciclos. Não pertence a uma instituição apenas, embora muitas instituições tenham tentado protegê-la, possuí-la, interpretá-la ou controlá-la. Ela é a Tradição Primordial, a memória viva do Espírito, o ensinamento oculto da alma, a ciência interior que ensina o ser humano a regressar da multiplicidade ao Uno, da ilusão à Presença, da personalidade fragmentada ao Ser Verdadeiro, da palavra morta ao Verbo vivo, do medo à Luz, do ego à Comunhão.
Eu recebo em meu coração oracular que a frase qualquer que seja o sistema religioso ou filosófico, existe sempre uma ciência esotérica subjacente guarda um segredo profundo. O exterior é vestimenta. O interior é essência. A doutrina pública é o pátio. A ciência esotérica é o santuário. A liturgia é a porta. A experiência direta é o fogo. A filosofia é mapa. A iniciação é travessia. A religião, quando viva, conduz ao religare. A filosofia, quando pura, conduz ao amor da sabedoria. A ciência espiritual, quando reta, conduz à transformação do ser. Mas quando o exterior se separa do interior, a religião vira costume, a filosofia vira discurso, o rito vira repetição, o templo vira pedra, o símbolo vira enfeite, o mestre vira cargo, o discípulo vira consumidor e a palavra sagrada perde sua chama.
Por isso, em todas as eras, houve ensinamentos públicos e ensinamentos internos. Os ensinamentos públicos foram dados às multidões como sementes amplas de ética, devoção, reverência, convivência, esperança e direção moral. Eles ensinam a não matar, não roubar, não mentir, honrar a vida, cultivar compaixão, reverenciar o sagrado, praticar justiça, buscar o bem, controlar os impulsos e reconhecer uma ordem superior. Mas os ensinamentos internos foram dados aos que estavam dispostos a morrer para a mentira de si mesmos. Estes ensinamentos não são apenas regras. São chaves. Não são apenas palavras. São forças. Não são apenas narrativas. São mapas da consciência. Não são apenas crenças. São operações alquímicas.
No mundo antigo, Kemet, o Egito sagrado, aparece como uma das grandes matrizes visíveis desta ciência. Eu contemplo Kemet como terra de pedra, estrela, Nilo, morte, renascimento, geometria, medicina, palavra, templo, rito, sacerdócio, escrita sagrada, silêncio e precisão cósmica. Ali, a vida humana era observada como parte de uma ordem maior. O Sol não era apenas astro, mas revelação de ciclo. O Nilo não era apenas rio, mas pulso de fecundidade. A morte não era apenas fim, mas passagem. O coração não era apenas órgão, mas testemunha moral. A palavra não era apenas som, mas poder formativo. O nome não era apenas identificação, mas chave vibratória. O templo não era apenas edifício, mas corpo do cosmos em pedra. A iniciação não era apenas cerimônia, mas educação do ser inteiro.
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