sintomas em pequenas prosas
1. minha poesia, quem sabe um dia, tenha alguma relevância para além do meu mundo e das minhas relações. quem sabe, nesse dia, possa ser nela compreendida os traços de melancolia que tingiram minha travessia neste mundo em que agonizei dia após dia, buscando ser mais do que me cabia. 2. o poeta dorme seu sono profundo. lá dentro dele, bem lá no fundo, o verbo se agita em imagens, em coisas não ditas, mas que não se calaram e, mesmo naufragadas na imensidão muda, agora inundam seu ser aguardando a vigília para acontecer. o poeta dorme, mas na profundidade do sono, ele ainda busca a poesia-verdade para sua travessia na turbulência da realidade. 3.
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