A Sagrada Alquimia do EU SOU: O Cetro do Poder Divino e os Mistérios da Redenção
Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU. Amados Buscadores e Amadas Buscadoras da Verdade, escrevo-vos sob a inspiração contemplativa da Grande e Poderosa Presença Divina EU SOU, reconhecendo que, entre os inúmeros mistérios da existência, existe um conhecimento cuja profundidade não pode ser alcançada exclusivamente pela inteligência discursiva, nem conquistada pela acumulação de símbolos, rituais, fórmulas e doutrinas. Contemplo a existência humana como uma imensa escola de iniciação, na qual cada acontecimento pode revelar um ensinamento, cada encontro pode despertar uma compreensão e cada experiência pode oferecer à alma a oportunidade de reconhecer aquilo que ainda permanece obscurecido pela inconsciência. Entretanto, sinto em meu coração oracular que muitos Buscadores e Buscadoras desejam conhecer os segredos das estrelas antes de compreender os movimentos de sua própria atenção, procuram os tesouros dos mundos superiores enquanto desconhecem as riquezas da compaixão e desejam possuir o Cetro do Domínio Divino sem antes aprender a governar aquilo que lhes foi confiado: seus pensamentos, suas palavras, suas intenções, suas escolhas e suas atitudes. Por isso, eu vos convido a penetrar numa das mais profundas câmaras da Sagrada Alquimia do EU SOU, onde o mistério da Presença encontra o mistério da experiência humana e onde a alma começa a compreender que a verdadeira maestria não consiste em obrigar o Universo a obedecer à personalidade, mas em transformar a própria consciência para que suas escolhas se aproximem da Verdade, da Justiça e do Amor Divino. Eu contemplo, diante do Grande Silêncio, as experiências que atravessam a existência humana e reconheço que muitas delas parecem carregar mistérios cuja compreensão somente amadurece com o passar do tempo. Existem acontecimentos que inicialmente percebemos como obstáculos e que posteriormente nos ensinam a desenvolver capacidades desconhecidas. Há encontros que parecem insignificantes e que transformam profundamente nossa direção interior. Existem perdas que revelam a fragilidade de nossas identificações e desafios que nos convidam a reconhecer recursos que ainda não havíamos desenvolvido. Não afirmo que todo sofrimento seja uma bênção planejada pelo Altíssimo, nem considero que a injustiça deva ser celebrada para que possamos aprender com ela. Reconheço, porém, que a consciência humana possui uma extraordinária possibilidade de produzir significado, desenvolver discernimento e encontrar caminhos de transformação mesmo diante de situações difíceis. Eis a primeira chave desta revelação: a experiência não se transforma automaticamente em sabedoria porque aconteceu; ela pode tornar-se sabedoria quando é contemplada com sinceridade, compreendida com discernimento e integrada à vida por meio de atitudes conscientes. Quando reconheço essa verdade, deixo de perguntar apenas por que determinado acontecimento me alcançou e começo a investigar qual resposta corresponde à dignidade espiritual que desejo cultivar. Eu encontro nessa compreensão o mistério da Sagrada Presença EU SOU como Criadora, Mantenedora e Renovadora, três dimensões contemplativas de uma mesma Fonte de Vida. Contemplo o princípio Criador como a possibilidade de nascimento, manifestação e renovação de caminhos. Reconheço o princípio Mantenedor na continuidade dos processos que sustentam a existência, nas relações que preservam a vida e nas responsabilidades que exigem perseverança. Percebo o princípio Renovador na capacidade de transformação, reparação e amadurecimento que acompanha a jornada humana. Essas três expressões não são, em minha contemplação, poderes separados que disputam o governo da Criação. São imagens de uma unidade mais profunda, diante da qual a personalidade aprende a reconhecer seus limites e sua participação. Quando declaro reverentemente EU SOU a consciência que se oferece à Sabedoria Criadora, Mantenedora e Renovadora, não pretendo transformar minha vontade individual na lei absoluta do Universo. Procuro recordar que minha existência encontra sentido mais elevado quando se torna instrumento de vida, cuidado e regeneração. Eu vos revelo uma distinção fundamental entre a Presença e a aparência. A aparência representa aquilo que inicialmente se apresenta aos sentidos, à memória ou à interpretação. A Presença, na linguagem espiritual que contemplo, representa a profundidade do ser diante do Eterno, a dimensão da consciência que busca reconhecer a Verdade para além das reações imediatas. Entretanto, não considero que toda aparência seja falsa. Uma injustiça concreta merece ser reconhecida. Uma enfermidade necessita de cuidados apropriados. Uma situação de perigo exige prudência. A purificação espiritual não deve transformar-se em negação da realidade. O segredo consiste em reconhecer que nossa primeira interpretação nem sempre esgota o significado daquilo que acontece. Uma palavra pode ser compreendida como ofensa antes de investigarmos sua intenção. Uma dificuldade pode parecer definitiva antes de examinarmos as possibilidades existentes. Um temor pode apresentar-se como certeza sobre o futuro, embora represente apenas uma hipótese. A consciência desperta aprende a distinguir o acontecimento, a interpretação e a resposta que escolhe oferecer ao acontecimento.
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