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@dadornovi
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QUEM NÃO GOSTA DE MÚSICA?

Artigos0h atrás

Por que nós gostamos de musica? A resposta é simples mas nem tanto, como a maior parte das coisas. Quando estamos nos desenvolvendo no ventre, ouvimos os batimentos do coração da mãe, ouvimos até a hora de sair. Essa é a explicação banal pro nosso apego a ritmos de compassos simples, eles nos deixam mais próximos da época que as coisas eram perfeitas, mais simples e nada poderia dar errado, nunca muito quente nem muito frio. Os ritmos nos trazem de volta pro ventre, de volta para a ociosidade e o lazer de chutar as paredes mesmo sem querer sair, nos trazem de volta pra época que o amor não tinha nem genero, nem CNPJ, nem razão de ser amor. A volta à mãe é o sonho de toda prole proletária protegida em em torno do do privilégio de estar vivo. O amor pela melodia se vale do mesmo raciocínio, quando somos projetos de chimpanzés sem pelo, flutuando em placenta, quando somos o resultado do orgasmo do pai - daí a vontade de mata-lo, afinal de contas, ele ousou ter prazer com a mãe, e isso, só o filho pode. Divaguei, perdão. A questão é que escutamos, alem do coração e o sangue da mãe fluindo. Um barulho orgânico e contínuo, que mais parece uma cachoeira que jorra vida, metal e tudo que há de bom... e entendemos isso como a melodia da orquestra que é o corpo de uma grávida visto de dentro das tripas. A harmonia é mais complicada (nesse momento eu espero encarecidamente que o leitor ou leitora tenha ido às aulas de música)

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Flores, Lagartos e Tigres

Prosa Poética0h atrás

No início, as flores eram como as primeiras igrejas, tímidas e singelas. Agregavam o povo em cirandas, e punha-os a cantar hinos, dançar danças, fazer amor..., hoje são pecaminosas, ai de alguém se tocar, cheirar, amar uma. É de capaz ir ao inferno do lado dos pecadores de verdade; os que não amaram, não, cheiraram, não tocaram, não viveram... Lagartos são criaturinhas muito interessantes, correm rápido de qualquer coisa. Quando qualquer perigo está eminente lá estão eles, todos balbuciando passos desajeitados porem rápidos, e até que eficientes, passos que mais parecem danças tribais humanas (das épocas onde a maldade era mais simples). Mas uma ironia (ou o sarcasmo de um Deus sádico) é que eles se alimentam de insetos, mas são tratados da mesma forma, com nojo, desprezo, repudia... Tigres, Leopardos, Onças. Qual é a diferença? Eles são os reis, assustam os lagartos... tem uma desigualdade de força dada pelo todo poderoso Deus para o bem do equilíbrio, um fraco e um forte. A igualdade é uma invenção humana, uma utopia assim como a justiça e a chance de fazer amor verdadeiro, aqueles do tipo selvagem mesmo, sem nãos, sem porens, sem camisinha... Sem nojo do sujo, do mal lavado. Quem diria? Que o homem é mais humano quando está despido de toda a sua civilidade, quando está deitado, de pé, de ponta-cabeça tomado pelo desejo selvagem de força de potência. Estamos em um limbo entre civilidade e animosidade, aqui tudo é chato, não é um nem outro, não é nada, é vazio. Sem gritos ou gravatas, regras ou piratas, com temperaturas amenas, preços razoáveis roupas semi-confortáveis... Janeiro 18, 2018.

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