Sorria.
Não, você não está sendo filmado. Ninguém está esperando por esse sorriso, ninguém o pediu. E talvez seja justamente por isso que ele tenha tanto valor.
Sorria para si, para o instante, para a vida que, apesar de tudo, continua acontecendo — e que, de algum modo, há de continuar.
Porque a vida não para para que a gente se recomponha. Ela segue, silenciosa e insistente, levando consigo os dias bons, os dias difíceis, as perdas, os recomeços e tudo aquilo que ainda nem sabemos que iremos viver.
Então, sorria.
Não para fingir que tudo está bem, mas para lembrar a si mesmo que, apesar de tudo, ainda existe vida em você.
E enquanto houver vida, haverá também motivos, mesmo que pequenos, para continuar.
