Dois olhos, nenhuma voz
Dois Olhos, Nenhuma Voz Meus sentimentos e versos nascem quando os dedos entram fundo em minha fala, puxam as palavras; saem desesperadas, prontas para formá-las. A sede dilacerante que atormenta minha fala: palavras embrulhadas, uma ambiguidade acabada, palavras rasas. O corvo tem um direcionamento, um sofrimento, dois olhos em seu tormento; assim como são escuros, veem o futuro — o fim que consome tudo. As folhas que brotam ao chão são como palavras sem razão, como poemas sem fundamento, palavras jogadas fora com ressentimento.
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