O amor tem mãos de brisa,
dedos de luz, toques de mar,
sopra feridas antigas,
desfaz os nós do olhar.
O amor é sem pressa,
demora bonita no peito,
um silêncio que diz sem palavras:
"eu fico, eu aceito".
E quando o mundo desaba,
quando a dor faz morada,
o amor vem, feito sol na neblina,
costurar a madrugada.
