A Morte do Ego e a Ressurreição da Alma: A Revolução Interior da Divina Presença EU SOU
Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU. Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade como quem deposita uma chama diante de uma porta antiga, não para que a porta seja adorada, mas para que seja atravessada. Eu contemplo, no silêncio oracular da alma, que todo aquele e toda aquela que desejam a Verdade Suprema precisam compreender um mistério severo e libertador: é necessário morrer para renascer. Mas esta morte, que o mundo teme e interpreta com olhos de carne, não é a destruição do corpo, nem o desprezo pela vida, nem a fuga da existência. Esta morte é interior. É psicológica. É espiritual. É a morte do falso governo dentro do ser. É a queda dos ídolos internos. É o recolhimento das inúmeras faces da personalidade ilusória diante da majestade da Grande e Poderosa Divina Presença EU SOU. Eu sinto em meu coração oracular que Yeshua Ha'Mashiach ensinou esta morte não como condenação, mas como parto. A semente que se recusa a romper sua própria casca jamais conhece a árvore que traz dentro de si. O grão que teme a terra não participa da colheita. A lagarta que se apega à forma antiga não descobre o voo. Assim é a alma humana. Enquanto permanece identificada com orgulho, cobiça, ira, medo, vaidade, apego, luxúria desordenada, comparação, inveja, rancor, autopiedade, controle e falsos desejos, ela vive como semente fechada, como ave sem céu, como lâmpada escondida sob as cinzas da inconsciência. Mas quando aceita a morte do ego animal, não morre a Vida. Morre a prisão. Não morre o Ser. Morre o disfarce. Não morre a alma. Morrem as correntes que impediam a alma de respirar em Deus. Eu digo ao Buscador e à Buscadora: não confundais ego com identidade sagrada. O ego animal não é a essência individual criada para irradiar beleza, inteligência, amor e serviço. O ego animal é a distorção da força vital quando separada da Presença. É a vontade sem altar. É o desejo sem sabedoria. É a mente sem silêncio. É a palavra sem responsabilidade. É o corpo sem consagração. É a emoção sem purificação. É a personalidade tentando ocupar o trono que pertence ao Divino. A personalidade, quando rendida ao Espírito, torna-se instrumento luminoso. Mas quando se declara senhora absoluta, torna-se labirinto. Eu recebo como linguagem da alma que o orgulho é um falso sol. Ele brilha para si mesmo, mas não aquece ninguém. Ele exige reconhecimento, teme ser corrigido, disfarça insegurança com superioridade e transforma até o conhecimento sagrado em ornamento de vaidade. A cobiça é uma fome sem fundo. Ela não deseja apenas possuir coisas, mas possuir segurança, possuir pessoas, possuir destinos, possuir o futuro, possuir até mesmo o sagrado. A ira, quando não transmutada, é fogo roubado do altar e lançado contra a criação. Ela pode parecer força, mas muitas vezes é ferida gritando sem direção. O medo é neblina que faz a alma esquecer a Presença. Ele cria monstros nas sombras e convence o ser humano de que está sozinho. Estes quatro rostos, orgulho, cobiça, ira e medo, formam muitas máscaras da personalidade ilusória, e cada máscara pede ao Buscador e à Buscadora uma idolatria diferente.
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