Jp Santsil
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2 obras
10h atrás

A Morte do Ego e a Ressurreição da Alma: A Revolução Interior da Divina Presença EU SOU

Artigos

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU. Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade como quem deposita uma chama diante de uma porta antiga, não para que a porta seja adorada, mas para que seja atravessada. Eu contemplo, no silêncio oracular da alma, que todo aquele e toda aquela que desejam a Verdade Suprema precisam compreender um mistério severo e libertador: é necessário morrer para renascer. Mas esta morte, que o mundo teme e interpreta com olhos de carne, não é a destruição do corpo, nem o desprezo pela vida, nem a fuga da existência. Esta morte é interior. É psicológica. É espiritual. É a morte do falso governo dentro do ser. É a queda dos ídolos internos. É o recolhimento das inúmeras faces da personalidade ilusória diante da majestade da Grande e Poderosa Divina Presença EU SOU. Eu sinto em meu coração oracular que Yeshua Ha'Mashiach ensinou esta morte não como condenação, mas como parto. A semente que se recusa a romper sua própria casca jamais conhece a árvore que traz dentro de si. O grão que teme a terra não participa da colheita. A lagarta que se apega à forma antiga não descobre o voo. Assim é a alma humana. Enquanto permanece identificada com orgulho, cobiça, ira, medo, vaidade, apego, luxúria desordenada, comparação, inveja, rancor, autopiedade, controle e falsos desejos, ela vive como semente fechada, como ave sem céu, como lâmpada escondida sob as cinzas da inconsciência. Mas quando aceita a morte do ego animal, não morre a Vida. Morre a prisão. Não morre o Ser. Morre o disfarce. Não morre a alma. Morrem as correntes que impediam a alma de respirar em Deus. Eu digo ao Buscador e à Buscadora: não confundais ego com identidade sagrada. O ego animal não é a essência individual criada para irradiar beleza, inteligência, amor e serviço. O ego animal é a distorção da força vital quando separada da Presença. É a vontade sem altar. É o desejo sem sabedoria. É a mente sem silêncio. É a palavra sem responsabilidade. É o corpo sem consagração. É a emoção sem purificação. É a personalidade tentando ocupar o trono que pertence ao Divino. A personalidade, quando rendida ao Espírito, torna-se instrumento luminoso. Mas quando se declara senhora absoluta, torna-se labirinto. Eu recebo como linguagem da alma que o orgulho é um falso sol. Ele brilha para si mesmo, mas não aquece ninguém. Ele exige reconhecimento, teme ser corrigido, disfarça insegurança com superioridade e transforma até o conhecimento sagrado em ornamento de vaidade. A cobiça é uma fome sem fundo. Ela não deseja apenas possuir coisas, mas possuir segurança, possuir pessoas, possuir destinos, possuir o futuro, possuir até mesmo o sagrado. A ira, quando não transmutada, é fogo roubado do altar e lançado contra a criação. Ela pode parecer força, mas muitas vezes é ferida gritando sem direção. O medo é neblina que faz a alma esquecer a Presença. Ele cria monstros nas sombras e convence o ser humano de que está sozinho. Estes quatro rostos, orgulho, cobiça, ira e medo, formam muitas máscaras da personalidade ilusória, e cada máscara pede ao Buscador e à Buscadora uma idolatria diferente.

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Dyuvania Mara
Dyuvania Mara
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2 obras
1d atrás

Grito interno

Contos

Naquela tarde, eu só queria chegar em casa. Tinha saído da faculdade mais tarde do que de costume e ainda precisava passar no mercado. Minha mãe havia mandado mensagem antes mesmo de eu atravessar o portão: — Compra o café, minha filha. O nosso acabou. Eu respondi com um “tá” e guardei o celular no bolso da calça. O sol ainda estava alto, desses que fazem a gente apertar os olhos para enxergar a rua. Caminhei pela calçada segurando a bolsa junto ao corpo. Havia gente por toda parte. Uma senhora esperando o ônibus, dois meninos disputando espaço na calçada, um vendedor anunciando alguma coisa que eu não consegui entender. Foi quando ouvi: — Ei, gostosa! Não olhei. Continuei andando. — Estou falando contigo. Ouvi uma risada atrás de mim. Meu primeiro impulso foi acelerar o passo. O segundo foi olhar para trás e perguntar qual era o problema daquele homem. O terceiro — o que venceu — foi continuar andando. Eu já conhecia aquela conta: mulher + rua + homem desconhecido + resposta = problema. Minha mãe havia me ensinado isso sem nunca precisar dizer exatamente assim: “Não dá confiança.” “Não olha.” “Se estiver tarde, liga.” “Se alguém mexer contigo, entra em algum lugar.” “E não responde, porque homem não gosta de ser contrariado.” Eu era menina quando comecei a aprender essas coisas. Antes de saber o nome do medo, já sabia como evitá-lo. A voz veio outra vez: — Está se achando, é? Dessa vez, outras pessoas riram. Foi isso que doeu. Não apenas a voz dele, mas a risada. A facilidade com que aquilo cabia na tarde dos outros. Para eles, talvez fosse só uma brincadeira. Para mim, meu corpo inteiro havia ficado atento. As mãos apertaram a alça da bolsa. A garganta secou. Eu senti vontade de desaparecer dentro da própria roupa. Continuei. Um passo. Depois outro.

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CLAUDIA MARIA CHIARION
CLAUDIA MARIA CHIARION
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3 obras
2d atrás

o pescador e a sereia

Contos

Essa é a história de um pescador, homem matuto, bruto, do interior, rústico, sem instrução, nem diploma. Trabalhava de sol a sol na lavoura da sua roça. Era baixo, troncudo, olhos pretos como duas jabuticabas, usava chapéu de palha já velho pelo tempo; suas mãos eram calejadas pela enxada e a pele muito queimada pelo sol. Vivia solitário no mato, nunca se casara. Quando criança ouvia muitas histórias de assombração, a mula sem cabeça, Saci-Pererê, a Cuca, mas a que mais o seduzia era a história da sereia. O povo da roça dizia que no fundo do rio vivia uma linda sereia. E diziam que sua voz melodiosa seduzia e matava os homens de amor. Ela os hipnotizava e os arrastava para o fundo e os matava. Era tarde da noite, o matuto estava no bar, bebendo com três amigos, faziam seresta com violão, fumavam cigarro de palha, quando de repente ouviram uma doce melodia. A princípio eles pensaram que poderia se tratar de uma sereia, mas como estavam embriagados resolveram que era hora de ir para casa. Assim, os três foram caminhando pela estrada de terra batida, os dois amigos logo chegaram a suas casas, e o pescador seguiu o resto do caminho sozinho. A lua iluminava a estrada vazia, só ouvia o pio de uma coruja, e logo o silêncio tomara conta do ar. O pescador continuou caminhando quando de repente ouviu uma canção. Era uma melodia triste, que o comoveu, sentiu-se que precisava encontrar aquela voz...

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020 - Mensagem Oracular da Sagrada Alquimia do EU SOU

Artigos
5d atrás

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU. Eu escrevo ao Buscador e à Buscadora da Verdade diante de uma palavra que é ao mesmo tempo convite, advertência, mapa, espada, portal e misericórdia: entrai pela porta estreita. Esta sentença do nosso amado Mestre Yeshua Ha’Mashiach não foi entregue para alimentar medo religioso, nem para criar orgulho nos que se imaginam escolhidos, nem para condenar com dureza aqueles que ainda caminham por estradas largas. Ela foi entregue como lâmpada de discernimento. Ela revela que existem entradas da alma, caminhos da consciência, direções da vontade, escolhas do coração, correntes do desejo e destinos vibratórios que não são iguais, ainda que todos pareçam disponíveis diante do ser humano. A palavra entrai já contém uma convocação. O Mestre não diz apenas contemplai a porta, admirai a porta, estudai a porta, comentai a porta, fotografai a porta, decorai a porta ou defendei a doutrina da porta. Ele diz entrai. Há uma diferença imensa entre conhecer o símbolo e atravessar o limiar. Muitos conhecem a linguagem sagrada, repetem palavras luminosas, citam ensinamentos elevados, falam de amor, luz, despertar, fé, energia, presença, reino e alquimia, mas permanecem do lado de fora da transformação real. A porta estreita não se abre ao discurso que não se encarna. Ela pede passagem da ideia à vida, da crença à obediência, do desejo ao ato, da inspiração ao caráter. No mundo antigo, as portas tinham significado profundo. Uma cidade era reconhecida por seus muros, suas portas, seus guardas, seus limiares. Entrar pela porta de uma cidade significava passar de um espaço externo para uma comunidade ordenada. Nas portas se julgavam causas, se fechavam negócios, se anunciavam decretos, se recebiam viajantes, se protegiam famílias, se distinguiam amigos e inimigos. Havia portas de templos, portas de casas, portas de palácios, portas de fortalezas, portas de jardins, portas de tumbas, portas de santuários. Nenhuma porta era apenas madeira, pedra ou metal. Toda porta era uma decisão de passagem. Os povos antigos compreenderam que o limiar é sagrado. Antes de cruzar um templo, purificavam-se as mãos. Antes de entrar em certos espaços, retiravam-se sandálias, lavavam-se pés, baixava-se a voz, preparava-se o coração. Em muitas culturas, a porta era guardada por símbolos, figuras, inscrições, animais sagrados, colunas, esfinges, leões, querubins, arcos ou sentinelas. Isto expressava uma verdade invisível: nem toda energia atravessa todo limiar. Nem todo estado de consciência pode entrar em todo espaço. O sagrado não se viola impunemente. O que entra precisa ser preparado para aquilo em que deseja entrar.

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Jp Santsil
Jp Santsil
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3 obras
1d atrás

O Sacrifício Sagrado da Cruz: A Transfiguração do Ser no Caminho da Divina Presença EU SOU

Artigos

Escrevo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU. Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade como quem acende uma lâmpada diante do altar interno, não para ornamentar a escuridão, mas para revelar o caminho estreito, luminoso e sagrado que conduz da ilusão do eu fragmentado à majestade viva do EU SOU. Eu contemplo a jornada da alma como uma travessia entre dois reinos: o reino das aparências, onde o ser humano se identifica com medos, desejos, nomes, feridas, posses, conquistas e máscaras; e o Reino interior, onde a Presença Divina aguarda silenciosa, invencível, serena e ardente, como uma chama que nunca pediu licença ao mundo para existir. Eu sinto em meu coração oracular que a Jornada do Buscador e da Buscadora é marcada por um anseio profundo, muitas vezes incompreendido até por quem o carrega. Este anseio não é apenas desejo de conhecimento, nem curiosidade por mistérios, nem fascínio por símbolos ocultos, nem sede de poder espiritual. É saudade da Origem. É memória de Deus dentro da alma. É o chamado secreto da Grande e Poderosa Presença Divina dizendo, nas profundezas do coração: “Retorna ao que és antes de toda máscara”. E quando este chamado desperta, o mundo já não satisfaz da mesma forma. As honras tornam-se pequenas. As distrações tornam-se pesadas. Os prazeres sem alma tornam-se cinza. As vitórias do ego tornam-se insuficientes. A alma começa a perceber que nasceu para algo mais alto que sobreviver, acumular, competir, aparentar e morrer esquecida de si mesma. Por isso eu digo: a Liberação Final não é fuga do mundo, mas libertação da ilusão que o mundo colocou sobre a consciência. O mundo fenomênico, com suas formas, cores, perdas, encontros, dores, belezas e impermanências, é escola sagrada quando visto com olhos despertos, mas torna-se prisão quando adorado como realidade absoluta. O corpo é templo quando consagrado, mas torna-se cárcere quando governado apenas pelo desejo. A mente é lâmpada quando purificada, mas torna-se labirinto quando entregue à ansiedade, à crítica e à vaidade. A personalidade é instrumento quando submetida à Presença, mas torna-se tirana quando se declara dona da vida. Assim, a Gnose não vem para destruir a existência, mas para revelar sua ordem oculta. Ela não vem entregar conhecimento como quem deposita moedas em mãos adormecidas. Ela entrega chaves. E cada chave exige uma porta. Cada porta exige coragem. Cada coragem exige sacrifício. Quando o Mestre Yeshua Ha'Mashiach declara no coração da senda: “Toma a tua cruz e segue-me”, eu recebo esta palavra como uma convocação à mais alta maturidade espiritual. A cruz não é apenas sofrimento, nem punição, nem peso cego, nem culto à dor. A cruz é eixo. É interseção. É o encontro da vertical do Espírito com a horizontal da existência. É o ponto onde o Céu toca a Terra e onde a Terra é chamada a responder ao Céu. A haste vertical aponta para o Altíssimo, para a origem, para a vontade divina, para a ascensão da consciência. A haste horizontal aponta para o mundo, para o próximo, para a história, para a matéria, para a responsabilidade, para a comunidade dos seres. Tomar a cruz é aceitar que a espiritualidade verdadeira não se vive apenas no alto da contemplação, nem apenas no chão das tarefas, mas no centro ardente onde ambos se unem.

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O Papagaio que Nunca Aprendeu a Parar

Contos
5d atrás

Havia, naquela época, uma menina que ainda não sabia que algumas coisas que chegam à nossa vida como presentes podem permanecer por muito mais tempo do que imaginamos. Era uma menina alegre, curiosa e encantada por tudo aquilo que tivesse vida, movimento ou pudesse lhe contar alguma novidade. Gostava de observar os pássaros na janela, de ouvir seus cantos e de imaginar que, se pudesse conversar com eles, certamente teria muito o que perguntar. Foi por isso que, certa manhã, sua mãe apareceu em casa carregando uma pequena caixa de madeira, cuidadosamente coberta por um pano. A menina percebeu imediatamente que havia alguma coisa diferente. O que é? — perguntou, aproximando-se. A mãe sorriu e pediu que ela esperasse. Quando retirou o pano, apareceu um pequeno papagaio. Era ainda jovem, de penas vistosas, olhos vivos e curiosos e um bico que parecia grande demais para o tamanho do corpo. Movia a cabeça de um lado para o outro, observando tudo ao redor com uma atenção que encantou a menina. Ela ficou alguns segundos em silêncio. Depois, abriu um sorriso tão grande que quase não conseguiu esconder a surpresa. Era seu presente. A menina se aproximou devagar, como se tivesse medo de assustá-lo. Estendeu a mão e, com a ponta dos dedos, tocou de leve suas penas. O papagaio inclinou a cabeça e a observou. Ela riu. Naquele instante, decidiu que os dois seriam grandes amigos. Nos primeiros dias, porém, o papagaio ainda não dizia palavra alguma. Limitava-se a observar a casa e as pessoas que passavam por ela. Foi assim que começou a prestar atenção no pai da menina. O homem trabalhava muito e, quando chegava em casa, frequentemente continuava falando sobre o trabalho. Falava ao telefone, comentava os acontecimentos do dia, reclamava quando as coisas não saíam como esperava e comemorava quando os resultados eram bons. Havia uma palavra que aparecia com uma frequência especial em suas conversas. Meta. O papagaio ouvia. A meta foi atingida. O papagaio observava.

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CLAUDIA MARIA CHIARION
CLAUDIA MARIA CHIARION
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3 obras
5d atrás

O Magrelinho e o pernilongo

Crônicas

Essa é a história de um pernilongo que declarou guerra a um rapaz, o magrelinho. Era um rapaz matreiro, veloz, gostava de comer fruta no pé, tinha fama de valentão entre a meninada do bairro e ainda vivia com os joelhos ralados de tanto jogar bola com os amigos no terreno ao lado da mercearia do seu Zezinho. Um dia, cansado de tanto brincar na rua, magrelinho voltou para casa. Resolveu deitar-se mais cedo naquele dia e ficou na cama esperando o sono chegar. Rolou, rolou e nada do sono chegar, até que conseguiu dormir. De repente acordou com um zumbido na orelha. “Ah, maldito pernilongo, me deixa dormir!”, aparentemente o pernilongo cessara o zumbido e magrelinho dormiu a noite toda tranquilo. Ao acordar percebeu que estava todo picado e sentiu-se doente. Logo ouviu da cozinha a mãe gritando: “Levanta menino! Vai perder a hora da escola!”, como não levantava a mãe foi chamá-lo no quarto: “Magrelinho, larga de preguiça menino! Levanta que está atrasado para a escola!”. O menino cobriu a cabeça com a coberta e disse com a voz entrecortada: “Não me sinto bem mãe, estou doente”! A mãe conhecendo o filho disse: “AH, seu menino manhoso! Se tu estiveres mentido te darei uma corsa para aprender a lição!”. Ouvindo isso, magrelinho ficou com muita raiva do pernilongo e resolveu também declarar uma guerra. À noite antes de deitar-se magrelinho ficou à espreita, verificou com muito cuidado todo arsenal que montou para eliminar o seu rival: veneno e um chinelo.

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