pedestais que caem

pedestais que caem

Pedestais que caem

 

Nos mantemos devotos de nossas mentes,

obedecemos nossos corações, prisioneiros de paixões, que induzem a atitudes distorcidas em nossos ouvidos como canções.

 

Que trazem imaginações e idealizações

que se tornam decepções;

de uma semente não plantada,

que aprisiona sua mente

como uma árvore crescida,

uma flor despida.

 

Uma realidade distorcida,

presa a situações não vividas,

idealizadas em sua própria mente;

é droga, é adultério.

 

Transforma o apego em livros que não foram escritos ainda,

mas com um protagonista pensado em cada linha.

Acreditamos que tudo o que escutamos é real

e colocamos em um pedestal.

 

Correntes que não se soltam,

amores que batem à porta e chegam de maneira perigosa,

trazendo o aprisionamento dos sentimentos

e um coração em movimento, carregado de questionamentos.

 

Envolvemos nossos sentimentos em um clarão

que se torna escuro, turvo, que muda de rumo.

 

A aniquilação revela o quão ferozmente amamos

nos desenha em folhas molhadas por uma tempestade descontrolada;

ao ser pego, o papel se despedaça

e deixa mãos sujas de uma esperança esquecida,

de memórias vividas,

de pensamentos modernistas que se perderam pela vida.

 

Lutemos a favor da nossa liberdade de intensificação,

de não amar em vão,

de não se aprofundar em um abismo raso,

caindo aos pedaços,

onde não se encontram abraços

nem se aprisiona a alma em amassos.

Publicidade
PATROCINADO