Pedestais que caem
Nos mantemos devotos de nossas mentes,
obedecemos nossos corações, prisioneiros de paixões, que induzem a atitudes distorcidas em nossos ouvidos como canções.
Que trazem imaginações e idealizações
que se tornam decepções;
de uma semente não plantada,
que aprisiona sua mente
como uma árvore crescida,
uma flor despida.
Uma realidade distorcida,
presa a situações não vividas,
idealizadas em sua própria mente;
é droga, é adultério.
Transforma o apego em livros que não foram escritos ainda,
mas com um protagonista pensado em cada linha.
Acreditamos que tudo o que escutamos é real
e colocamos em um pedestal.
Correntes que não se soltam,
amores que batem à porta e chegam de maneira perigosa,
trazendo o aprisionamento dos sentimentos
e um coração em movimento, carregado de questionamentos.
Envolvemos nossos sentimentos em um clarão
que se torna escuro, turvo, que muda de rumo.
A aniquilação revela o quão ferozmente amamos
nos desenha em folhas molhadas por uma tempestade descontrolada;
ao ser pego, o papel se despedaça
e deixa mãos sujas de uma esperança esquecida,
de memórias vividas,
de pensamentos modernistas que se perderam pela vida.
Lutemos a favor da nossa liberdade de intensificação,
de não amar em vão,
de não se aprofundar em um abismo raso,
caindo aos pedaços,
onde não se encontram abraços
nem se aprisiona a alma em amassos.
