As doces memórias de infância

As doces memórias de infância

Lá se vai o meu último aviãozinho de papel

além das paredes das casas,

levando a minha infância em suas asas

pelo vasto céu.

 

Quando a brincadeira era na rua, eu corria sem freio;

desenhava amarelinha no chão.

O vento levava os sonhos pequenos em forma de bolhas de sabão;

subia na árvore mais alta sem receio.

 

A mente se perdia em devaneio,

acendia nos olhos o brilho da esperança;

ao desembrulhar daquela simples lembrança

de uma alegria pura, o peito vinha cheio.

 

O tamanho do mundo cabia na nossa pequena mão;

hoje me resta apenas a saudade do que não volta,

sobretudo a ingenuidade

e o tempo em que o mundo era moldado com base na minha imaginação.

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