Homem da roça

Homem da roça

O nobre trabalhador de sangue frio,

descansa no largo canto da roça.

Esquece os problemas a beira rio,

adormece quando deita na carroça.

 

O modesto varão com jeito caipira,

às vezes até brinca de ser roceiro.

Matuto com sua palha, logo inspira,

a inocência de um brega cavalheiro.

 

Sem ninguém, embaixo do sol ardido;

o homem se dispõe no seu descanso.

Trabalha sabendo que o dia é corrido,

logo vem a pitar no seu forno manso.

 

À fazendeiros não se deixa humilhar.

O caipira enfrenta o sol com seu calor,

mãos que plantam o bem sem cessar.

As unhas sujas de terra tem seu valor.

 

Nada impede o homem de acreditar.

Puro por dentro, o caipira se esforça...

Todo chucro e bondoso, dono do lar.

Emfim, o verdadeiro homem da roça!

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