O nobre trabalhador de sangue frio,
descansa no largo canto da roça.
Esquece os problemas a beira rio,
adormece quando deita na carroça.
O modesto varão com jeito caipira,
às vezes até brinca de ser roceiro.
Matuto com sua palha, logo inspira,
a inocência de um brega cavalheiro.
Sem ninguém, embaixo do sol ardido;
o homem se dispõe no seu descanso.
Trabalha sabendo que o dia é corrido,
logo vem a pitar no seu forno manso.
À fazendeiros não se deixa humilhar.
O caipira enfrenta o sol com seu calor,
mãos que plantam o bem sem cessar.
As unhas sujas de terra tem seu valor.
Nada impede o homem de acreditar.
Puro por dentro, o caipira se esforça...
Todo chucro e bondoso, dono do lar.
Emfim, o verdadeiro homem da roça!
