Fomos arremesados, arremessamos

Fomos arremesados, arremessamos

Adiamos o fim do mundo.

Até quando nasceremos?

Meu filho ainda tem imaginação.

Começou a tocar chuva.

Não adiaram nada.

Urubus já devoram fios de alta tensão.

Começamos com Ivan Lins.

Fomos para a beira.

Abismamos a nós.

A solitária noite, noite indesejada.

Quando iremos descodificar, os novos donos não irão para a frente da linha.

Longe, tiroteio.

Mataram Rimbaud.

O tubarão bebeu o sangue no asfalto.

Faz parte.

Queremos adiar mesmo?

As embarcações fugiram.

Viramos montanhas.

Crianças subiram.

Cuspiram vulcões, num nós.

Começamos derretendo geográficas.

Godot chegou, ontem ninguém chegou.

Tudo bem só lamentarmos.

Quantos livros salvaram o acordo de paz?

Quando escrevo, desescrevo e cravo adiamentos.

As cinzas, quem respira fumaças cinzentas, são vivos ainda.

Riram na Ásia.

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