A arte de ser escritora

A arte de ser escritora

Nas entranhas do ser, onde o fogo crepita,

Reside a arte de escrever, sina bendita.

É sacrifício diário, um pacto com a alma,

Onde a dor floresce e o peito se acalma.

Escolhida pelas letras, a mente se lança

Em mares profundos, onde a essência se alcança.

É paixão avassaladora, um amor sem igual,

Por desvendar o mistério, traçar o sinal.

Viajar por mundos desconhecidos, é destino,

Onde o desconforto se faz cântico divino.

Há algo que pulsa, que arde e consome,

Uma urgência de dizer, de transcender o nome.

Das profundezas do peito, uma força se ergue,

É a voz dos anseios, o grito que segue.

Paixão que devora e nos faz renascer,

A chama da criação que nos faz reviver.

Os escritores do passado sussurram no vento,

Seus ecos ressoam num eterno lamento.

E o presente se funde ao tempo distante,

Numa dança cósmica, num verso vibrante.

Livros devorados como pão da verdade,

Alimentando a alma em busca de equidade.

É a liberdade profunda de se expressar,

Colocar para fora o que não se pode calar.

Segue o escritor numa jornada sem fim,

Entre o caos e a calma, entre o sim e o enfim.

A arte de escrever é um mistério a explorar,

Cada palavra, uma estrela a nos guiar.

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