Nas entranhas do ser, onde o fogo crepita,
Reside a arte de escrever, sina bendita.
É sacrifício diário, um pacto com a alma,
Onde a dor floresce e o peito se acalma.
Escolhida pelas letras, a mente se lança
Em mares profundos, onde a essência se alcança.
É paixão avassaladora, um amor sem igual,
Por desvendar o mistério, traçar o sinal.
Viajar por mundos desconhecidos, é destino,
Onde o desconforto se faz cântico divino.
Há algo que pulsa, que arde e consome,
Uma urgência de dizer, de transcender o nome.
Das profundezas do peito, uma força se ergue,
É a voz dos anseios, o grito que segue.
Paixão que devora e nos faz renascer,
A chama da criação que nos faz reviver.
Os escritores do passado sussurram no vento,
Seus ecos ressoam num eterno lamento.
E o presente se funde ao tempo distante,
Numa dança cósmica, num verso vibrante.
Livros devorados como pão da verdade,
Alimentando a alma em busca de equidade.
É a liberdade profunda de se expressar,
Colocar para fora o que não se pode calar.
Segue o escritor numa jornada sem fim,
Entre o caos e a calma, entre o sim e o enfim.
A arte de escrever é um mistério a explorar,
Cada palavra, uma estrela a nos guiar.
