Mudanças corporais são como a metamorfose de uma borboleta: uma transformação que acontece à vista e, ao mesmo tempo, em lugares que ninguém pode enxergar. Cada nova marca no corpo carrega consigo algo que também se transforma por dentro, tocando a maneira como nos reconhecemos diante do espelho e do mundo.
É como se um novo tecido cobrisse o antigo, não para apagá-lo, mas para lembrar que somos feitos de camadas. O corpo se reorganiza, a mente acompanha, e aquilo que antes parecia estranho começa, pouco a pouco, a fazer parte de nós.
Talvez aceitar seja justamente isso: aprender a dançar com um corpo que mudou de ritmo, sem esquecer a música que nos trouxe até aqui.
