Estávamos observando fogueiras. “Papai, fiz uma armadilha para passarinhos”, ele disse. Ouvi. “Filho, mas o que havíamos conversado?”, o pai disse. Ouvi. “O menino precisa desbravar o mundo”, o avô disse. Observei. “Papai, vou tentar assar ele na fogueira”, o menino disse. “Mate primeiro”, o avô disse. “Pela honra do animal”, o vô disse, lembrando do século passado. Guerras e primaveras. “Ele está se soltando”, o tio disse. “Vento frio”, o pai disse.
Ao ser lançado na fogueira, uma chuva silhuetando horizontes
