Ouvimos pela manhã os barulhos do mundo.
Há uma aparente harmonia.
Buzinas e xícaras conversam.
Roçadeiras gritam com invisíveis pássaros.
Eu sou o centro de tudo.
Tento alcançar nuvens
Plutões.
O vento não arremessa.
Os lugares não mudaram.
Levanto e pego minha pasta comercial.
Elaboro planilhas.
Emito prazos.
Quem é o centro, agora? Ouço.
Uma mulher parece perseguir um rinoceronte.
Uma criança encapsulou abraços.
Longe do centro.
Longe da montanha.
Preciso estocar montanhas ou litorais
Nas horas difíceis.
