Eu me sinto tão só
Que chega a doer no peito.
Todos os dias,
Levanto a cabeça do travesseiro
E sei que nao tenho
Nada nem ninguem.
O único momento de alegria
É quando durmo.
Porque, quando durmo,
Não sonho,
Não sinto,
Não penso.
Apenas desapareço
Por algumas horas.
Mas então eu acordo,
E a solidão ainda está aqui,
Sentada dentro do meu peito,
Avassaladora.
