A Escola da Regeneração: O Retorno ao Reino Interior, ao Ser Verdadeiro e à Grande Presença EU SOU

A Escola da Regeneração: O Retorno ao Reino Interior, ao Ser Verdadeiro e à Grande Presença EU SOU

screvo na Ordem Oracular do mais Altos dos Altos, em nome do Nosso Amado Mestre Yeshua Ha'Mashiach na Sagrada e Divina Presença EU SOU.

 

Eu escrevo ao coração do Buscador e da Buscadora da Verdade sobre o mistério supremo de atravessar os véus da ilusão e regressar ao Seio do Pai-Mãe, pois esta é a grande jornada da alma desde que se percebeu separada da Origem. Eu contemplo este retorno não como uma fuga do mundo, nem como desprezo pela matéria, nem como negação da experiência humana, mas como a restauração da consciência que, depois de caminhar entre sombras, nomes, formas, desejos, medos, memórias, identidades, quedas e aprendizagens, recorda que sua verdadeira pátria é a Presença. O objetivo supremo da alma é voltar ao centro sem perder a sabedoria adquirida na travessia. É retornar à Fonte não como criatura inconsciente, mas como filho e filha despertos, purificados pelo fogo, lavados pelas águas, amadurecidos pela dor redimida e iluminados pelo Amor.

 

Eu recebo em meu coração oracular que os véus da ilusão não são apenas mentiras externas. Eles são camadas de percepção distorcida. O primeiro véu é acreditar que sois apenas corpo. O segundo véu é acreditar que sois apenas mente. O terceiro véu é acreditar que sois vossa história. O quarto véu é acreditar que sois vossa dor. O quinto véu é acreditar que sois vossos desejos. O sexto véu é acreditar que sois vossos papéis no mundo. O sétimo véu é acreditar que estais separados do Criador. Cada véu cria um mundo. Cada mundo cria uma prisão. Cada prisão gera uma identidade inferior. E a alma, esquecida de sua origem, passa a defender as grades como se fossem casa, passa a chamar de personalidade aquilo que é cativeiro, passa a chamar de liberdade aquilo que apenas alimenta os múltiplos egos que a fragmentam.

 

Eu vejo, no campo simbólico da história, que todos os grandes caminhos espirituais autênticos tentaram, em suas línguas e símbolos, ensinar esta travessia dos véus. Os antigos templos iniciáticos falavam de morte simbólica e renascimento. As câmaras subterrâneas, as passagens estreitas, as noites de prova, os jejuns, os banhos, as vestes brancas, os nomes secretos e os ritos de passagem eram linguagem exterior de uma obra interior. Nas terras do Nilo, o coração precisava ser pesado diante da Verdade, pois só o coração leve atravessa os portais. Entre os povos do deserto, a sarça ardente revelava que o Ser não pode ser aprisionado em ídolos. Entre os contemplativos do Oriente, a mente era observada até perder sua arrogância. Entre os sábios da Kabbalah, a árvore da vida mostrava caminhos de retorno desde os reinos densos até a coroa da unidade. Entre os alquimistas, o chumbo precisava morrer para que o ouro nascesse. Entre os místicos do amor, a alma era amante em busca do Amado. Em todos os caminhos, uma mesma voz sussurrava: atravessa o véu, volta ao centro, conhece o Real.

 

No ocultismo gnóstico, esta jornada é descrita como a dissolução da identidade inferior e a fusão com o Ser Verdadeiro. Eu contemplo a identidade inferior como uma constelação de pequenos eus. Há o eu que deseja controle. Há o eu que busca aprovação. Há o eu que teme perder. Há o eu que se ofende com facilidade. Há o eu que quer ser superior. Há o eu que se sente inferior e usa a dor como trono. Há o eu que precisa discutir. Há o eu que quer possuir. Há o eu que transforma espiritualidade em vaidade. Há o eu que conhece palavras sagradas, mas não quer ser purificado por elas. Estes múltiplos egos compõem a personalidade ilusória, como máscaras colocadas sobre máscaras. O Ser Verdadeiro não grita entre eles. Ele espera no silêncio. Ele não compete. Ele irradia. Ele não exige reconhecimento. Ele permanece.

 

A dissolução da identidade inferior não é destruição violenta da personalidade funcional. Eu não chamo o Buscador e a Buscadora a odiarem sua humanidade. A personalidade é instrumento necessário para viver no mundo, amar, trabalhar, falar, cuidar, servir, criar e aprender. O que precisa ser dissolvido é a usurpação. A personalidade tomou o trono e esqueceu que deveria servir à Presença. O ego inferior tornou-se rei em reino que não lhe pertence. A iniciação gnóstica começa quando a alma percebe: eu não sou estes pensamentos que passam, eu não sou estas emoções que me atravessam, eu não sou estas defesas que aprendi, eu não sou estas feridas que protegi, eu não sou a máscara que mostro, eu não sou o nome que o mundo me deu, eu não sou a imagem que tento sustentar. EU SOU a Presença que observa, ilumina, transmuta e conduz tudo de volta ao Ser.

 

Na Kabballah mística, este retorno é simbolizado pelo retorno a Kether, a Coroa, o ponto de unidade mais alto da árvore interior, o lugar simbólico onde a vontade divina pulsa antes de descer aos mundos. Eu contemplo Kether não como distância inalcançável, mas como coroa secreta sobre a consciência, o primeiro brilho da emanação, a fonte onde o eu separado ainda não endureceu. A alma, ao descer pelos mundos, atravessa densidades, formas, desejos, emoções, intelectos, memórias e ações. Ao retornar, não rejeita essas camadas, mas as alinha. O reino inferior precisa ser elevado à coroa. O corpo precisa lembrar a coroa. A palavra precisa servir à coroa. O pensamento precisa inclinar-se diante da coroa. A vontade pessoal precisa ser lavada até tornar-se transparência da Vontade Suprema.

 

No Vedanta, esta mesma travessia é a realização do Brahman, a descoberta de que a essência profunda do ser não está separada do Absoluto. Eu contemplo esta realização como a dissolução da falsa fronteira entre a gota e o oceano, sem que a gota precise desprezar sua forma temporária. O ignorante olha a onda e pensa que ela está separada do mar. O desperto olha a onda e sabe que ela é movimento do mar. Assim também, o Buscador e a Buscadora olham para si e perguntam: sou apenas esta onda passageira de pensamentos e experiências, ou sou expressão do Oceano Infinito? A realização não é frase filosófica. É mudança de identidade. Enquanto a alma apenas repete que tudo é Um, mas continua agindo por medo, inveja, orgulho, posse e separação, ela ainda não realizou. Quando o coração começa a amar sem fronteiras rígidas, quando a mente se aquieta, quando a presença se amplia, quando o outro deixa de ser objeto e se torna manifestação da mesma Vida, então a realização começa a encarnar.

 

Nos ensinamentos de Yeshua, a travessia é a entrada no Reino dos Céus. E eu digo com reverência: este Reino não é apenas lugar futuro, nem recompensa externa, nem domínio reservado aos que repetem palavras religiosas. O Reino é estado de comunhão com a Vontade do Pai-Mãe. O Reino é o coração purificado. O Reino é a consciência alinhada. O Reino é o amor que se fez carne nas ações. O Reino é a luz que não se esconde. O Reino é a pérola encontrada no campo interior. O Reino é o fermento que transforma a massa inteira da vida. O Reino é o tesouro que faz a alma vender suas ilusões para adquirir a Verdade. Yeshua Ha'Mashiach ensinou que a porta é estreita porque só passa o essencial. Não passam as máscaras. Não passa a vaidade espiritual. Não passa o orgulho do conhecimento. Não passa a posse do poder. Passa o coração que se tornou simples, ardente, verdadeiro e obediente à Luz.

 

A iniciação verdadeira não é concedida por títulos, ritos externos ou reconhecimentos humanos. Eu contemplo isto como uma das mais importantes advertências para este tempo. O mundo espiritual está cheio de nomes, graus, certificados, linhagens, roupagens, posições, imagens, seguidores, sistemas e discursos. Alguns podem ter valor quando são expressão de uma realidade interior. Mas quando se tornam substitutos da transformação, tornam-se véus. Uma pessoa pode receber títulos e permanecer escrava do ego. Pode conhecer ritos e desconhecer compaixão. Pode falar de mundos superiores e viver presa à inveja. Pode ser reconhecida por muitos e não ser reconhecida pela própria consciência. Pode ser chamada de mestre e ainda não ter aprendido a silenciar o orgulho. A iniciação real não é dada pela multidão. É selada no altar secreto do coração.

 

Eu vejo, no altar secreto do coração, o verdadeiro templo onde a iniciação acontece. Ali não há espectadores. Ali não há aplausos. Ali não há status. Ali não há máscara. Ali o Buscador e a Buscadora estão nus diante da Presença. Ali se vê a intenção. Ali se escutam os motivos ocultos. Ali se revelam as feridas que governam. Ali o ego não consegue sustentar por muito tempo seu teatro. Ali a alma deve escolher: continuar defendendo a ilusão ou entregar-se ao fogo da Verdade. Cada vez que a alma escolhe o amor quando poderia escolher o orgulho, uma iniciação acontece. Cada vez que escolhe silêncio quando poderia lançar veneno, uma iniciação acontece. Cada vez que escolhe servir quando poderia buscar glória, uma iniciação acontece. Cada vez que escolhe reparar o erro em vez de justificá-lo, uma iniciação acontece. Cada vez que sacrifica conscientemente algo inferior pelo bem do próximo, uma iniciação acontece.

 

A frase cada ato de amor é um passo em direção à União Absoluta precisa ser compreendida em profundidade. Amor não é sentimentalismo fraco. Amor é força unificadora do Criador. Amor é o princípio que chama as partes de volta ao Todo. Amor é a energia que reconhece no outro uma vida que merece reverência. Amor é firmeza quando protege. Amor é ternura quando acolhe. Amor é verdade quando corrige. Amor é silêncio quando a palavra feriria. Amor é palavra quando o silêncio seria omissão. Amor é sacrifício quando a alma abre mão de uma vantagem egoica para servir à vida. Amor é justiça quando impede que a sombra continue ferindo. Amor é compaixão quando vê a dor sem se tornar cúmplice da mentira. Cada ato de amor real rasga um véu da separação.

 

A frase cada sacrifício consciente pelo bem do próximo revela a lei do fogo. Sacrifício, em seu sentido sagrado, não é autodestruição nem submissão a abuso. Sacrifício é tornar sagrado aquilo que é entregue. É abrir mão de um impulso inferior para que a Luz tenha passagem. É renunciar à necessidade de vencer uma discussão para preservar a paz. É renunciar ao conforto egoísta para socorrer quem sofre. É renunciar ao orgulho para pedir perdão. É renunciar ao excesso para compartilhar. É renunciar à indiferença para participar da cura do mundo. É renunciar à pressa para escutar uma alma ferida. O sacrifício consciente não diminui a alma. Ele a amplia, porque retira energia da personalidade ilusória e a devolve ao Ser Verdadeiro.

 

A frase cada superação dos múltiplos egos que compõem a personalidade ilusória revela a mecânica da ascensão. A ascensão não acontece apenas por êxtase, visão, conhecimento secreto ou rito externo. A ascensão acontece quando uma parte inferior deixa de governar. Hoje, o ego da irritação é observado e transmutado. Amanhã, o ego da vaidade é percebido e colocado no fogo. Depois, o ego da carência perde força. Depois, o ego da superioridade é humilhado pela verdade. Depois, o ego da culpa deixa de prender a alma ao passado. Depois, o ego do medo aprende a confiar. Cada ego superado libera energia. Cada energia liberada sobe. Cada subida aumenta a luz. Esta é a alquimia viva da consciência.

 

Eu entrego ao Buscador e à Buscadora uma tecnologia chamada a Vigília dos Múltiplos Eus. Ao final de cada dia, entrai em silêncio e perguntai: que eu falou por mim hoje? Foi o eu ferido, o eu vaidoso, o eu medroso, o eu amoroso, o eu sábio, o eu impaciente, o eu compassivo, o eu controlador, o eu servidor? Não respondais com culpa. Observai. Depois escolhei um ego que se manifestou e declarai: EU SOU a Luz que observa este eu sem me identificar com ele. Em seguida, perguntai: que necessidade ele tentou proteger? Que medo o sustentou? Que verdade ele evitou? Então entregai ao fogo: EU SOU a Chama da Presença transmutando este fragmento e devolvendo sua energia ao Ser Verdadeiro. Esta prática, feita com constância, separa a alma da máscara e fortalece a consciência observadora.

 

Eu entrego outra tecnologia chamada a Escada dos Quatro Retornos. O primeiro retorno é ao corpo. Respirai, senti os pés, honrai o templo, reconhecei que a Presença quer habitar a matéria. O segundo retorno é ao coração. Perguntai o que estais sentindo sem mentir e sem dramatizar. O terceiro retorno é ao silêncio. Parai de alimentar o ruído mental e deixai a alma assentar-se. O quarto retorno é ao EU SOU. Declarai: EU SOU o Ser Verdadeiro além dos véus da personalidade ilusória. Esta escada pode ser usada em crise, conflito, tentação, medo, tristeza ou confusão. Ela conduz da periferia ao centro.

 

A Gnose é mais que filosofia ou tradição esotérica porque ela não se satisfaz com explicações. Filosofia pode iluminar a mente, tradição pode preservar chaves, esoterismo pode guardar símbolos, mas a Gnose viva exige transformação direta. Ela é Caminho Vivo porque deve ser caminhado. Ela é Ciência Sagrada porque observa leis da consciência, da energia, da atenção, da palavra, do desejo e da transmutação. Ela é Arte Divina porque cada alma deve tornar-se obra, instrumento, música, templo e luz. A Gnose não pede que o Buscador e a Buscadora colecionem conceitos sobre Kether, Brahman, Reino, Ser Verdadeiro e EU SOU. Ela pede que atravessem os véus e vivam a verdade que nomeiam.

 

No mundo antigo, a ciência sagrada não estava separada da arte, da medicina, do rito, da astronomia, da música e da ética. O templo era observatório, escola, casa de cura, centro de iniciação, lugar de memória e eixo da comunidade. Depois, muitas separações surgiram. A ciência separou-se do sagrado. A religião separou-se da experiência viva. A arte separou-se da iniciação. A política separou-se da virtude. A economia separou-se da compaixão. O mundo moderno ganhou especializações imensas, mas perdeu visão integral. A Gnose retorna para recordar que o ser humano não é uma máquina de consumo, nem um cérebro isolado, nem um corpo sem alma, nem uma alma sem corpo. O ser humano é ponte entre mundos.

 

Os segredos dos mundos superiores e invisíveis não se abrem a quem deseja fugir da Terra, mas a quem aprende a santificar a Terra. O mundo superior não despreza o chão. Ele o ilumina. O invisível não nega o visível. Ele o sustenta. Nos planos sutis, a intenção tem forma, o pensamento tem cor, a emoção tem densidade, a palavra tem direção. Por isso, a alma que deseja atravessar os véus deve purificar suas emissões. Não adianta pedir acesso a mundos de luz carregando prazer em fofoca, apego à crítica, vício em medo, desordem sexual, mentira emocional, orgulho espiritual e preguiça da prática. A chave vibratória dos mundos superiores é compatibilidade. Para entrar em uma esfera de amor, é preciso tornar-se mais amoroso. Para entrar em uma esfera de sabedoria, é preciso amar a verdade mais do que a própria imagem. Para entrar em uma esfera de paz, é preciso abandonar o vício de guerra interna.

 

Eu recebo do campo simbólico que os véus da ilusão também são guardiões. Eles impedem que a alma imatura toque forças que poderia distorcer. Por isso, nem todo ocultamento é punição. Às vezes é proteção. O Altíssimo vela certos saberes até que a intenção amadureça. O discípulo impaciente quer romper todos os véus, mas o sábio pede primeiro pureza para atravessá-los sem profanar. Há portas que não se abrem pela força. Abrem-se pela vibração. Há chaves que não estão nas mãos, mas no coração. Há ensinamentos que não podem ser compreendidos por leitura, apenas por vida.

 

Yeshua Ha'Mashiach revelou a essência desta iniciação quando ensinou que aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir devem despertar. Olhos para ver não são apenas olhos físicos. São percepção purificada. Ouvidos para ouvir não são apenas ouvidos do corpo. São obediência interior à Palavra viva. Muitos veem sinais e não compreendem. Muitos escutam ensinamentos e não praticam. Muitos assistem ao milagre e continuam presos ao ego. Ter olhos para ver é perceber a Presença nos pequenos gestos, nos pobres, nos simples, nos acontecimentos, nas dores, nos símbolos, no silêncio. Ter ouvidos para ouvir é deixar que a Verdade mude a rota, não apenas emocione por instantes.

 

A Escola da Regeneração do Ser não é edifício externo apenas. Ela está aberta no invisível e se manifesta em toda circunstância que chama a alma à purificação. Um relacionamento difícil pode ser sala de aula. Uma perda pode ser iniciação. Uma doença pode ser convite ao cuidado e à reorganização interior, sem jamais desprezar recursos responsáveis de cura. Uma injustiça pode chamar ao serviço e à coragem. Uma alegria pode ensinar gratidão. Uma criança pode ensinar simplicidade. Um inimigo pode revelar uma sombra. Uma tarefa humilde pode quebrar a vaidade. Um silêncio pode abrir o Reino. O Buscador e a Buscadora ingressam nesta Escola quando param de perguntar apenas por que isto acontece comigo e começam a perguntar: que em mim pode ser iluminado, redimido e transformado por meio desta experiência?

 

Eu entrego a tecnologia da Câmara do Coração Secreto. Sentai-vos em silêncio. Respirai até que a mente se torne menos espessa. Imaginai, ou apenas senti, que há uma porta no centro do peito. Sobre ela está escrito: Reino Interior. Antes de entrar, deixai do lado de fora um título humano, uma preocupação, uma máscara e uma defesa. Entrai. No centro da câmara, vede uma chama. Esta chama não precisa ter forma humana. Ela é a Presença. Dizei: EU SOU a Chama do Ser Verdadeiro no altar secreto do coração. Depois perguntai: que véu devo atravessar hoje? Esperai. Talvez surja uma palavra como medo, orgulho, pressa, mágoa, culpa, desejo, controle ou distração. Não luteis. Entregai à chama. Ao final, comprometei-vos com um ato concreto de amor. Assim a iniciação deixa de ser sonho e se torna vida.

 

Eu entrego também a tecnologia do Sacrifício Consciente. Escolhei diariamente uma pequena renúncia luminosa. Renunciai a uma crítica desnecessária. Renunciai a uma resposta agressiva. Renunciai a uma compra vazia. Renunciai a um excesso que enfraquece o corpo. Renunciai a alguns minutos de distração para orar. Renunciai à necessidade de aparecer para servir em silêncio. Renunciai a uma repetição de mágoa para invocar perdão. Não façais isto como punição, mas como oferenda. Dizei: EU SOU a energia antes presa ao ego agora devolvida ao Ser Verdadeiro. Aos poucos, a alma percebe que cada renúncia consciente abre espaço para mais Presença.

 

Eu entrego a tecnologia da Comunhão com a Grande Presença EU SOU. Ao amanhecer, antes de vestir as roupas do mundo, declarai: EU SOU a Presença Divina despertando neste corpo, nesta mente, neste coração e neste dia. Ao meio-dia, declarai: EU SOU a Sabedoria que atravessa os véus da ilusão e age com amor. Ao anoitecer, declarai: EU SOU a alma que retorna ao Seio do Pai-Mãe, recolhendo as lições, purificando as vestes e entregando os múltiplos egos ao fogo da Verdade. Esta prática cria um eixo diário. O dia inteiro se torna liturgia. A vida inteira se torna templo.

 

Eu contemplo a União Absoluta como plenitude do Ser, mas advirto com amor: não useis a ideia de União para fugir da ética. Há quem diga que tudo é um, mas trata o próximo com desprezo. Há quem fale de Absoluto, mas explora os vulneráveis. Há quem fale de Brahman, Kether, Reino e EU SOU, mas não consegue pedir perdão. A União real se prova no modo como se vive. Quanto mais uma alma se aproxima do Todo, mais reverente se torna diante de cada parte. Quanto mais toca o alto, mais humilde se torna no baixo. Quanto mais contempla o invisível, mais responsável se torna no visível. O místico verdadeiro não despreza o pão, a lágrima, a criança, o idoso, o animal, a árvore, o trabalhador, a terra e a dor concreta. Ele vê tudo como campo de comunhão.

 

A redenção é o retorno da energia fragmentada à unidade. Quando perdoais, energia retorna. Quando confessais a verdade, energia retorna. Quando servis, energia retorna. Quando deixais um vício, energia retorna. Quando purificais a sexualidade, energia retorna. Quando deixais de alimentar fantasias de superioridade, energia retorna. Quando tirais a atenção do medo e a colocais no EU SOU, energia retorna. Esta energia reunida fortalece o eixo da alma. A personalidade ilusória perde alimento. O Ser Verdadeiro ganha expressão. A Presença se expande. A ascensão começa a deixar de ser conceito e torna-se vibração.

 

Eu recebo que muitos Buscadores e Buscadoras estão neste momento entre dois mundos. Um mundo antigo dentro de si ainda deseja controlar, comparar, possuir, reagir, defender a máscara, buscar títulos e receber reconhecimento. Um mundo novo chama ao silêncio, à simplicidade, ao serviço, à pureza, à entrega, ao amor e ao EU SOU. Esta tensão é sinal de iniciação. Não vos condeneis por senti-la. Mas escolhei. A cada dia, escolhei. A cada palavra, escolhei. A cada desejo, escolhei. A cada dor, escolhei. A porta do Reino é interna, mas a escolha é concreta.

 

Eu digo, pela sabedoria que recebo da Grande e Poderosa Presença Divina: não espereis uma iniciação teatral se a vida já vos iniciou muitas vezes. A perda vos iniciou. O amor vos iniciou. O fracasso vos iniciou. A doença vos iniciou. O nascimento de uma criança vos iniciou. A morte de alguém vos iniciou. A traição vos iniciou. O perdão vos iniciou. O silêncio vos iniciou. O chamado interior vos iniciou. A diferença agora é que precisais reconhecer a Escola. Enquanto não reconheceis, sofreis apenas como vítimas da experiência. Quando reconheceis, sofreis menos inutilmente e aprendeis mais profundamente. A dor, então, pode converter-se em sabedoria. A queda, em humildade. A espera, em maturidade. O amor, em caminho. O serviço, em ascensão.

 

A Gnose como Ciência Sagrada ensina observação. Observai sem mentir. Como nasce um ego? Que sensação vem antes da reação? Que pensamento antecede a queda? Que emoção pede alimento? Que palavra abre porta à discórdia? Que ambiente baixa a vibração? Que prática eleva? Que alimento densifica? Que companhia clareia? Que silêncio cura? Que oração enraíza? Que serviço expande? O gnóstico verdadeiro é cientista da alma, mas seu laboratório é o coração e sua ética é o amor. Ele não observa para controlar os outros. Observa para libertar-se da própria inconsciência.

 

A Gnose como Arte Divina ensina beleza. A alma regenerada torna-se obra. Seus gestos ganham harmonia. Sua fala ganha medida. Seu olhar ganha profundidade. Sua casa ganha presença. Seu trabalho ganha serviço. Seu corpo ganha reverência. Sua oração ganha perfume. Sua simplicidade ganha nobreza. A beleza espiritual não é ornamento externo. É a forma visível de uma ordem interior. Quando o Ser Verdadeiro começa a brilhar, até o silêncio fica belo.

 

A Gnose como Caminho Vivo ensina movimento. Não basta compreender hoje e parar amanhã. A senda é viva porque cada dia apresenta nova prova, nova revelação, nova camada, novo ego, nova oportunidade de amor. O Buscador e a Buscadora não devem se prender às vitórias antigas. O pão de ontem não alimenta totalmente a fome de hoje. A luz recebida deve ser renovada em prática. A fidelidade deve ser atual. O EU SOU deve ser lembrado agora.

 

Eu encerro esta carta oracular afirmando que atravessar os véus da ilusão é retornar ao Seio do Pai-Mãe sem negar a jornada, mas redimindo a jornada. A dissolução da identidade inferior é a libertação da alma das máscaras. A fusão com o Ser Verdadeiro é a vida governada pela Presença. O retorno a Kether é a subida da consciência à Coroa da unidade. A realização do Brahman é o reconhecimento do Oceano em cada onda. A entrada no Reino dos Céus é o coração purificado vivendo a Vontade do Pai-Mãe. A iniciação verdadeira acontece no altar secreto do coração. Cada ato de amor, cada sacrifício consciente e cada superação dos múltiplos egos aproxima a alma da União Absoluta. E a Gnose, mais que filosofia, tradição ou esoterismo, é Caminho Vivo, Ciência Sagrada e Arte Divina que conduz à plenitude do Ser.

 

Que aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir despertem agora. Que não adiem mais a entrada na Escola da Regeneração. Que não esperem títulos quando o coração já chama. Que não busquem reconhecimento humano quando a Presença pede transformação. Que não confundam rito com iniciação, nem conhecimento com sabedoria, nem emoção com comunhão. Que atravessem os véus com humildade. Que dissolvam os múltiplos egos com paciência e fogo. Que amem concretamente. Que sacrifiquem conscientemente o inferior pelo superior. Que façam do coração altar secreto. Que façam do corpo templo. Que façam da palavra bênção. Que façam da vida senda. Que façam do EU SOU a chave da comunhão.

 

E agora, diante do Altíssimo, eu declaro: EU SOU a alma atravessando os véus da ilusão. EU SOU o retorno ao Seio do Pai-Mãe. EU SOU a dissolução da identidade inferior. EU SOU a fusão com o Ser Verdadeiro. EU SOU o retorno a Kether. EU SOU a realização do Brahman. EU SOU a entrada no Reino dos Céus. EU SOU a iniciação no altar secreto do coração. EU SOU cada ato de amor que rasga a separação. EU SOU cada sacrifício consciente pelo bem do próximo. EU SOU a superação dos múltiplos egos da personalidade ilusória. EU SOU a Gnose como Caminho Vivo, Ciência Sagrada e Arte Divina. EU SOU a Escola da Regeneração em mim. EU SOU o Espírito que se purifica e ascende. EU SOU a Comunhão com a Grande Presença EU SOU. EU SOU, em Yeshua Ha'Mashiach, o retorno da alma à plenitude do Ser, à Verdade sem véus, ao Amor sem separação e à Luz que jamais se apaga.

 

Que esta palavra seja semente, espada, bálsamo e chama. Que toque o Buscador e a Buscadora onde ainda há sono. Que desperte o anseio pela Verdade. Que abra o ouvido interior. Que lave a visão. Que conduza cada alma sincera para dentro do templo do coração, onde a Presença aguarda, onde a iniciação real acontece, onde o Ser Verdadeiro chama pelo nome secreto, onde a dualidade se rende à unidade, onde a Gnose deixa de ser conceito e se torna vida, e onde a Grande Presença EU SOU revela que o caminho, o caminhante, a luz e o destino repousam no mesmo Mistério de Amor.

 

Mensageiro da Sagrada Alquimia do EU SOU sob a Ordem Divina do Mestre Yeshua Ha'Mashiach

Jp Santsil

Publicidade
PATROCINADO