Ele entrou se aproximou pelos fundos. Levantou a manga do casaco e olhou seu jaeger. 1:10 da manhã. Havia um lenço vermelho pendurado na janela no segundo andar. Pulou a cerca do quintal e se aproximou da porta da cozinha. Com sua gazua abriu a fechadura e entrou sorrateiro. Silencioso subiu até o quarto dela. A casa toda dormia. Menos Nadia. Ela abriu a porta devagar e o puxou para dentro.
Achei que não viria mais...
Houve pressa. Era saudades ou desejo. Talvez os dois. Ela o despiu, enquanto se beijavam. Nadia se livrou da camisola fina e se atirou aos braços de Charva.
Ele deitou sobre ela na cama, Nadia se abriu e encostou os joelhos em seu quadril.
Fizeram amor lento, devagar para não fazer barulho. Ao sentir as investidas de Charva, Nadia abafava um grito mordendo o ombro dele. Ela arranhou suas costas. Charvas investia lento, pressionando seu corpo de encontro ao de Nadia. A respiração dos dois estavam fortes e se misturando. Gozaram quase ao mesmo tempo. Ficaram em silêncio, ele dentro dela, o rosto afundado em seu pescoço. Nadia gostava de senti- lo assim, seus bigodes longos a roçar em seu pescoço, ela alisou suas costas.
Charva deitou ao seu lado, Nadia beijou seu peito e o olhou nos olhos, ficou acariaciando o peito peludo dele.
Senti saudades, Charv...ela sussurrou
Ele sorriu e a beijou a boca. Seus lábios quentes com gosto de menta da pasta.
Eu também, pequena.
Ficaram trocando carícias, sentindo o corpo um do outro. Quando deu 3:00 hrs da manhã, Charva saltou a janela e se misturou a escuridão da madrugada. Deixou a promessa de que voltaria logo. Nadia sabia que ele falava a verdadei. O anel de esmeralda em sua mão era o selo da promessa. Sorriu e fechou a janela.
Wesley R. Curumim

