O menino invisível

O menino invisível

O menino invisível brincava sozinho no pátio da escola. A maioria das crianças não enxergava o garoto. Aqueles que viam a sutil silhueta translúcida, proferiam insultos maldosos contra o menino. Ele era diferente, e a diferença não era tolerada.

 

O menino invisível se escondia nos cantos escuros. Seu olhar era distante. Sua mente vagava por fantasias. A imaginação criava mundos incríveis onde ele era amado por todos. A realidade insistia em puxá-lo de volta para uma existência solitária.

 

Abraços não tocavam seu corpo imaterial. O afeto não alcançava sua alma silenciosa. O amor não encontrava seu coração frágil.

 

O menino tentou mudar. Lutou contra sua natureza para se tornar visível e sólido. O resultado foi desastroso. Quanto mais as pessoas notavam sua existência, mais ofensas e agressões eram dirigidas contra ele.

 

O menino estava cansado da solidão e da invisibilidade. Insistia em se aproximar das pessoas hostis que o odiavam. Ele se sentia cada vez mais triste, mas mantinha a esperança viva em seus pensamentos. Acreditava que um dia seria amado por alguém.

 

A esperança é um sentimento estúpido.

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