PARA AMAR, É PRECISO PARAR

PARA AMAR, É PRECISO PARAR

Amar, será esse sentimento que nos faz respirar, sufocar, compreender, limitar ou simplesmente estar inerente a todos os seres que respiram? Não digo humano, caro leitor, pois animais também amam uns aos outros, independentemente das espécies. Pode essa palavra, tão pequena e simples, trazer tanta complexidade no seu significado? Seja sincero, amigo leitor: será que isso é Shakespeare ou Freud? Talvez os dois.

Filosofar.

Não precisa me responder agora. Façamos um trato. Vamos descobrir juntos. O que acha? Talvez o amor seja nossa partida, ou chegada. Não sei. Esse vai ser nosso desafio.

Percorrer...

Na vida, há momentos em que se deve parar, seja para pensar, refletir e, por que não, mudar. Talvez a mudança seja intimidadora; nem sempre é fácil. Ter coragem de seguir em frente sem olhar para trás, romper amores, vivenciar a dor, a alegria, a tristeza, a saudade.

Esquecer.

Porque talvez esse seja o elemento que atravessa todas essas épocas: o sentimento é antigo. O ciclo é antigo. Mas será que precisamos continuar repetindo-o? Essa talvez seja a chave para perguntas que nem sempre teremos respostas.

Escolher.

As escolhas não são fáceis, nem todo caminho é seguro. O medo está sempre presente, às vezes sufocando, ora libertando. Mas a vontade também instiga. Será que os humanos sabem escolher sem se perder?

Duvidar.

Ah, amigo leitor, a filosofia deveria, em suma, nos dar respostas, mas acho que está no cerne do humano sair em busca das suas próprias verdades. Mas vejo que os pensadores também se perguntavam como fazer, como agir. Ou seja, não nos deram respostas prontas, nem caminhos fáceis.

Descobrir.

Penso que estamos a filosofar demais. Podemos assim combinar: vamos falar de AMOR com simplicidade. Não trazer, nessa tentativa filosófica, como Goethe entendia o amor, levado ao desespero, ou Victor Hugo, com suas culpas e possibilidades. Vamos nos ater ao simples.

Facilitar.

Amar é complicado. Talvez seja justamente por isso que as pessoas insistam tanto nele. De repente, nos deparamos com essa sensação que nos traz alegrias, tristezas, mas também esperança. Percebe que nunca deixamos de ter esperança? Na vida, temos que tomar atitudes e nem sempre temos coragem.

Mudar.

Imaginemos a cena. Um casal que se apaixona perdidamente. Inicia-se um ciclo, quase um ritual que, sejamos sinceros, querido leitor, nos é imposto historicamente pela sociedade. Olha eu aqui, divagando filosoficamente. Voltemos ao casal.

Recomeçar.

Eles dois, juntinhos, apaixonados, sonhos construídos ou que ficaram pelo caminho. Esperança. No decorrer da vida de casados, a rotina, as brigas, os filhos, o dinheiro — ou a falta dele — e o espaço do amor?

Procurar.

As atitudes, por vezes, não são suficientes, não bastam. Falta um olhar carinhoso, um bom dia, um beijo de despedida. E, na volta — como foi seu dia? E a resposta — recheada de carinho, e um beijo de boa noite.

Finalizar.

Mas ela pode ser uma porta entreaberta. Aqui vem a indagação: o amor entre o casal é forte o suficiente para vencer essa batalha? Ou será a rotina tão resistente que faça um casal feliz, com tantos sonhos e uma vida inteira, desistir?

Resistir.

Talvez a resistência seja aqui um sinônimo do amor. Simples, autêntico, suficientemente forte para romper essas armadilhas que a vida, às vezes, insiste em colocar no caminho.

Presentear.

Querido leitor, não sei você, mas, às vezes, eu gosto de contos de fadas. São fáceis. “Viveram felizes para sempre.” Entretanto, vem um questionamento: será que terminar assim, sem a experiência de viver as agruras, as brigas, o perdão, os abraços, e os beijos?

Reconciliar.

Ao idealizar um casal apaixonado, que se permita viver todas as experiências, enfrentar a rotina, as brigas, permitir-se o perdão, acho que não teremos um conto de fadas.

AMOR.

CLAUDIACHIARION, 2026

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