O REZADOR

O REZADOR

Essa história aconteceu no centro da cidade de São José, por volta das 6 horas da tarde. Parece até um causo, creio que foi motivado pela alta do dólar e da crise financeira que assola o país!

Um crente me parou na rua e me falou: Posso rezar para você?

— Claro, eu estou precisando mesmo, o Sr adivinhou!

E o crente procedeu a oração com muita fé e eu muito contente confiante segurando a mão dele...

Acabou fui dar um adeus ele virou e falou:

— São vinte reais! Minha Sra!

— Rezar é cobrado agora?

— Moça, para ajudar vender meu livrinho!

— Moço, eu estou sem dinheiro!

— Eu passo máquina!

Pensei, putz! Agora já tinha feito a reza, como ia “desrezar”! Como ia dizer pra Deus, devolve aí a reza!

Por fim, fiquei com dó e comprei o livro.

Pus o livro na bolsa e jurei que ia ler! Saí injuriada, dialogando com Deus como iria resolver a devolução da oração...

Juntando com o primeiro trecho, o final de O REZADOR fica:

Bateu a fome e resolvi parar na lanchonete comprar um cachorro quente. Entrei na lanchonete, fiz o pedido com direito a duas salsichas! Enquanto a atendente preparava atenciosamente meu pedido pensava como iria resolver a devolução da oração, olhei atenta para a moça e, na saída perguntei para a moça:

— Você é crente?

— Ela me olhou desconfiada e me respondeu:

— Sim senhora

— Eu perguntei:

— Você aceita um livro de presente? É um livro de crente e eu sou espírita! Aí se você quiser te dou de presente!

Dei o livro e segui meu caminho, de coração leve....

Enviado por CLAUDIACHIARION em 13/03/2020

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