Os ignorantes foram moldados pelo próprio ego.
A minha voz é um ruído que os canais insensíveis não conseguem captar.
Todos criados à base do silêncio,
quando quebro o mutismo, fingem não me enxergar.
Seus olhares com desdém fizeram do canto dos teus olhos o meu perseguidor.
Não lutarei contra a maré teimosa que a correnteza insiste em me levar.
A minha garganta já não dói por segurar a angústia,
somente porque ela tende a se acostumar.
