NO FRIO DO INVERNO
De muito tempo, quem sabe desde criança,
Que o inverno e as noites geladas, trazem um mal-estar
Não só pelo frio que gela a pele,
Nem pela dor que sinto nos ossos,
Mas, por quem não tem agasalho e abrigo.
Pela falta de empatia de um ser pelo outro
Que não se preocupa com a dor do próximo,
Um espelho da falta de humanidade.
Só posso imaginar quanto sofrido é
E quanto dolorido pode ser, a sensação que o frio dá.
Largado no tempo, sem ter a quem recorrer,
Morrendo aos poucos,
Com a sensação de abandono neste mundo desumano.
O frio é o avesso do calor,
É o verso do abraço e da alegria.
É o contrário das manhãs de verão,
Que despertam a vontade de correr,
De sorrir, de buscar um café quente
E o quinhão generoso de um pão.
Coisas simples, mas grandes em seu valor,
Para quem celebra a dádiva da vida,
Para quem tem o dom de sorrir
E a certeza de que,
Após a bruma e o tempo ameno,
O verão há de sempre voltar.
17/08/2022. Marcio T. Lenzi
