O manifesto dos poetas tortos

O manifesto dos poetas tortos

Eu não me considerava poeta

porque escrevo versos tortos por linhas certas.

Mas para poetizar é preciso escrever o que quiser,

do jeito genuíno que vier.

Os papéis amassados formam um rastro de um passado frustrado

que denuncia os meus erros.

É assim que uma poesia é.

 

Os versos conversam entre si

Antes mesmo de você apagá-los sem pensar.

O silêncio da mente

é uma cortina temporária que esconde o que se sente.

Não se escreve pois se limita à busca pela perfeição.

Mas se tudo estiver robotizado, tão bem estruturado,

Onde há espaço para a imaginação?

 

Acredita que o peso da caneta é maior que o impacto que as palavras podem ter?

Que os seus dedos paralisados e todos os poemas deixados de lado vão impedi-lo de o fazer?

Temos internamente um poeta com os cotovelos sob uma escrivaninha,

se perguntando como deixar uma ideia florescer.

Ele precisa regá-la com compaixão

e que nós, o artista exterior, permitamos a passagem para o mundo,

assim nada que foi escrito por ele será em vão.

Publicidade
PATROCINADO