A primeira coisa que ela fez, qiando chegamos em sua casa foi ir até o quarto da sua filha. Malena era o nome da menina de 3 anos que dormia o sono dos justos. A babá pegou a mochila e saiu.
Eu tirei o paletó e a esperei com paciência.
Dorme como um anjo. Obrigada por entender. Ela me disse fechando, devagar a porta do quarto.
Eu lhe sorri. Não me agradeça, não estou fazendo nenhum favor, meu bem. Eu disse a ela com sinceridade.
Ela me deu um rápido beijo na boca e fiquei com gosto de cereja em meus lábios.
Fomos para a cozinha e ela pegou duas taças, a garrafa de vinho tinto ma geladeira e fomos para a sala. Era uma casa pequena no morro. Eu e ela não haviamos acostumado a chamar o morro de comunidade.
Sentamos no sofá, eu enchi as taças e brindamos. Trocamos um beijo molhado de vinho. Ela suspirou quando nos afastamos. Me disse:
É difícil demais achar encontros. A maioria dos caras não entendem o que é ser mãe solteira, precisamos seguir algumas regras e horários...
Eu acariciei seus cabelos enrolados e a olhei nos olhos. Eram lindos olhos castanhos.
Além de regras e horários parece que a uma culpa que pesa nos seus ombros. Bebi um pouco do vinho. Essa noite também seguirei essas regras e os horários.
Ela sorriu, estava surpresa, achava que eu era de outro mundo. De certa forma eu era. Seja isso bom ou ruim.
Bebemos mais vinhos, depois trocamos beijos e carícias. Ela abriu minha camisa e sua mão pequena e quente alisou meu peito, eu correspondi beijando eordoacando seu pescoço, enfiando a mão por baixo de sua blusa e, abaixando seu sutiã, massageava seu seio. Pude sentir o bico endurecido na palma da minha mão.
A noite era dos amantes e cautelosos. Sempre qie ouvíamos, por menor que fosse um barulho no quarto, congelavamos e aguardava silêncio, sentindo a respiração um do outro. E como duas crianças travessas ríamos e voltavamos para as carícias.
Eu vou te levar até lá embaixo. Ela me falou enquanto eu abotoava a camisa.
Não precisa, eu sou acostumado. Cuide da menina e cuide- se também. Vamos marcar um outro jantar?
Nos beijamos, senti seus dentes me puxar o lábio inferior.
Claro, marcaremos, sim.
Ela esperou eu entrar no carro e me afastar.
Enquanto descia o morro olhei a lua cheia. Sorri.
Era a noite dos amantes...
Wesley R. Curumim

