Bata como um homem, gostosa! Gritou Roberto para Darlene- Bem eu vou começar- completou.
Ele pegou o canivete e tentou esperar o rosto de Darlene. Ela puxou o pé pro lado e girou o corpo, ao mesmo tempo que saia do ângulo de ação, acertava um cruzado bem no queixo do Roberto.
Ele cambaleou oara trás surpreso, sem perder tempo, ela o pegou pelas orelhas e acertoy um joelhada na cara dele. Roberto caiu com um ou dois dentes quebrados e sangue escorrendo pelo nariz.
Darlene sorriu, um sorriso frio e diabolicamente lindo. Abriu a bolsa e, entre batons e maquiagem, tirou um pesado soco inglês de ferro puro calçou nos dedos e sentou sobre a barriga de Roberto. Foram um, dois, três, quatro, cinco socos no rosto.
Roberto até tentou se defender, mas Darlene era um diabo negro, uma mulher explosiva. Sorriu para ele.
Sabe seu belo pedaço de merda, prefiro bater como uma garota que segue as leis das brigas de rua- cuspiu nele e se levantou, limpou o soco inglês com um lenço.
Eu esperava com paciência, fumando, ela se levantou, ajeitou os cabelos e retocou a maquiagem. Segurou minha mão e me disse.
Sabe, baby. É como diz Bukowski. "O mundo é um grande saco de merda se rasgando..." Agora vamos para minha casa. Tenho uma garrafa novinha de conhaque. Vamos foder e beber. Precisamos celebrar a vida.
Darlene estava certa joguei a guimba fora e saímos daquele beco fedido e sujo.
Wesley R. Cucurmim

