Salão Dourado da Torre de Adamantina. 20.000 anos a.c
A espada curta cravou fundo no peito do ser de olhos de luz. A pinta da espada surgiu nas costas, entre as asas, jorrando sangue. Ele cambaleou para trás largando a própria espada de lâmina longa.
O ser alado que havia lhe trespassado a lâmina curta o olhava atento. Silêncio.
Do céu vermelho, várias criaturas aladas. Homens como ele, trajando peitoral de armaduras douradas e espadas de todo tipo de lâmina. Liderados pelo gigante alado, cabelos e longa barba ruivos, asas vermelhas flamenjantes. Carregava uma imensa espada de lâmina larga do tamanho de um adulto.
Ele aterrissou com fúria ao ver o homem ferido, caído morto e o outro empunhando a lâmina curta.
O assassino que empunhava a lâmina curta limpou o sangue de sua espada e guardou na bainha. Não poderia enfrentar o lider. Disse e sua voz trovejou entre o coro de alados que voando observando a cena.
Ele me desafiou, era culpa. Ele roubou a chave e abriu o portal, senhor.
O gigante ruivo olhou o cadáver no chão e voltou os olhos para o assassino. Sua voz trovou por aquele estranho mundo de céu vermelho.
Ainda sim, pequena criatura isso é assasssinato. E você será expulso daqui.
A decisão havia sido tomada, era inútil resistir. Se ajoelhou. O alado de asas vermelhas puxou um punhal dourado e cortou as costas do alado prostrado em sua frente.
O peitoral de armadura escureceu, de dourado se tornou um couro negro. Suas asas foram para dentro da carne e ele sentiu a dor, a marca do corte da runa mágica selando suas asas em sua carne.
Em seguida, sendo erguido e segurado pelo peitoral da armadura foi levado até a beira do penhasco e arremessado.
Ele não soube por quanto tempo estava caindo. Dias, horas, meses, anos? O céu se tornou negro cheio de estrelas e depois azul.
Como um cometa caiu sobre o alto de uma montanha. O impacto da queda abriu uma cratera. E ali ele estava caído. Morto?
Wesley R. Curumim

