Nada além de escrever o mundo;
o que preciso, vem da imensa necessidade de ser escrita. De me esvaziar enquanto às palavras desvendam com calmaria o meu redemoinho existencial.
O que não digo explode em versos, e são capazes de preencher muros e lapidar razões.
O que não digo me machuca.
O que não digo, sangra e mancha de vermelho minha apática face.
É vulcão quase pronto a derramar suas larvas,
intensidade que não cessa, por mais que eu desague e me perca nas tantas interrogações que fazem de mim humana.
O que não sou é um grito;
silêncio poético programado ao fracasso.
Escrita.
Incompreensão na mais profunda forma de sentir

