MADRUGADA
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MADRUGADA

Sou do silêncio,

madrugada á dentro, eu me desenho, me encontro. Sou.

Uma parte de mim grita e clama por descanso.

A outra, permanece inquieta e angustiada; ela me pede que eu escreva.

São quase quatro da manhã, e neste silêncio de morte, a minha poética faz som.