Eu sou a noite
Eu sou uma rua deserta a noite
Eu sou o vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou o agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou os dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou os passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou o Parado aí vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou a cara do cidadão sem entender o Parado aí vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou a coronhada na cara do cidadão que está sem entender o Parado ai vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou o sangue que escorre por causa coronhada na cara do cidadão que está sem entender, o Parado aí vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou os lábios da onde o sangue escorre por causa da coronhada na cara do cidadão que está sem entender, o Parado ai vagabundo sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite
Eu sou o silêncio que se faz nos lábios da onde o sangue escorre por causa da coronhada na cara do cidadão que está sem entender o porquê do Parado ai vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite.... em silêncio , dos lábios o sangue escorre por causa da coronhada na cara do cidadão que está sem entender o porquê do Parado ai vagabundo que sai da boca de Pereira, o policial que dirige a viatura que se aproxima dos passos de edson, o homem negro dono dos dedos atrapalhados que fecham o zíper do agasalho de moletom que tenta esquentar o corpo que treme por causa do vento frio que sopra na rua deserta a noite..... que assim como o meu medo..... Parece não ter fim.
