SENTINELA
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SENTINELA

Ponho-me a espreitar meus sonhos

Disfarçados de luas e de noites

Perambulantes, onde as estrelas

Todas soam incessantes quando

Debaixo delas, sobre teu olhar

Me deito.

 

Como numa nascente dedilhar

O tronco,

Nas raízes das arvores de debulhar

Calcinas,

E no seu corpo terra caminhar

Lembrando

Que quanto mais me deito

Mais deleitoso anseio

De lançar-me ainda.

 

Ah morte! Ah vida!

Que como companheiras na alvorada

Caminham,

Não me escolham, vos imploro com pranto,

Quero do meu amor ainda ouvir o

Canto, pelos vastos anos em que meus

Pulmões a mim permita.