Os rios caudalosos se aligeiram pelas rochas
Sabem compor uma mente turbulenta,
Luz penetrante sustentada pelas tochas
Resmungos de uma alma virulenta.
Pesada põem-se a caminhar pensante
Largada, regurgita na calçada fria
Assistindo o passado e o futuro errante
Imóvel, ainda sem reconhecer-se grita.
Moído coração aonde vais?
A realidade acena-me de lá do cais
Balançando saudosa seu tecido branco
De repente toda vida perde o encanto
Pois vejo-me vencido pelos “mas”
Vagando aflito neste solitário banco.

