ANSIEDADE
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ANSIEDADE

Os rios caudalosos se aligeiram pelas rochas

Sabem compor uma mente turbulenta,

Luz penetrante sustentada pelas tochas

Resmungos de uma alma virulenta.

 

Pesada põem-se a caminhar pensante

Largada, regurgita na calçada fria

Assistindo o passado e o futuro errante

Imóvel, ainda sem reconhecer-se grita.

 

Moído coração aonde vais?

A realidade acena-me de lá do cais

Balançando saudosa seu tecido branco

 

De repente toda vida perde o encanto

Pois vejo-me vencido pelos “mas”

Vagando aflito neste solitário banco.