Vi uma figura atravessar a minha porta,
Uma sombra disforme que
Se esgueirava pelas paredes empoeiradas,
Pelos moveis,
Juntei-me a ela quando parou em frente
A escada, inamovível.
Tão silenciosa como a noite
Atravessou-me a mente, a consciência,
A solitária sombra agora era parte de mim
Dois vazios,
Dois buracos negros em descomedida orbita.

