Encontro-me perdido, cada parte
De mim chora. Estou morrendo nós
Corredores, no sofá de casa,
Nos arredores de todo o mundo.
E o cenário é de tristeza, culposo
Torna-se o riso ao relembrar das mortes,
O que fazer quando nos é roubado
Até mesmo o direito de respirar?
Encho meus pulmões de ar
Prendo-os por um instante,
Tento da situação compadecer
Da dor, dos clamores dos meus irmãos.
Na televisão não restam escrúpulos
A morte ganhou cena, estampada
De forma que se normaliza
E se torna mais leve do que a brisa,
Com o decorrer dos anos.

