SECAS
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SECAS

Pálido e seco, neste sangue opaco

Teve a larva humana a sua caça,

O vento que a pele recobre, alucinado,

Perpétua no vazio a sua raça.

 

Emudecido, nas vertigens das rosas,

Teus tecidos desfazendo-se a tua maneira,

Dos muros de água outrora espelhados

Nas sementes sem raizes se aconchega.

 

Oh meu deus!

Que importância!

Que sublime azar de calejar

Os pés descalços,

 

Que vale ainda repousar-me em teu regaço,

E das vistas torpes tapar-me ocioso

A distância?

 

Deixar que meu peito aberto de largo

Se esvoace,

Que meus olhos negros de vagar se

Desencontrem,

Que meu pranto canto, de insistência se

Consuma...