Pálido e seco, neste sangue opaco
Teve a larva humana a sua caça,
O vento que a pele recobre, alucinado,
Perpétua no vazio a sua raça.
Emudecido, nas vertigens das rosas,
Teus tecidos desfazendo-se a tua maneira,
Dos muros de água outrora espelhados
Nas sementes sem raizes se aconchega.
Oh meu deus!
Que importância!
Que sublime azar de calejar
Os pés descalços,
Que vale ainda repousar-me em teu regaço,
E das vistas torpes tapar-me ocioso
A distância?
Deixar que meu peito aberto de largo
Se esvoace,
Que meus olhos negros de vagar se
Desencontrem,
Que meu pranto canto, de insistência se
Consuma...

