Restos de um eu desfigurado
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Restos de um eu desfigurado

Morri! E a vida que outrora me bem dizia

Agora em minha ausência me difama,

Mas nos ouvidos da morte sussurra que me ama,

Deixando clara e evidente sua ambição a primazia.

 

Rodeado de rubras sombras, na escuridão hirsuta,

Escuto as vozes dos viventes por cima da terra,

No vale do caos telúrico, como o que gato enterra,

Sou deslembrado por todos em suas memórias curtas.

 

Na casta disforme dos vermes terrestres, janto sementes de nós-vômica,

Ouço blues na junção sinfônica. Silvestres

 

Almas campestres dividem comigo a mesa

No inferno,

Natã agora era um ser eterno,

Embora na terra, só lhe restara inscrições rupestres.