RESISTÊNCIA
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RESISTÊNCIA

Lânguido e sonoro é teu regaço

Nas sombras da misericórdia tu habitas

Submissos neste poço de sem nomes,

Reluzindo venho mudo e tu palpitas.

 

Vórtices de ferro calcinam-me as têmporas,

Todas as auroras desvanecem,

A vida enquanto vida que se extingue,

Reverberam nas paredes e padecem.

 

Procurei-me a mim no fogo, latente chama,

No eco mudo dos meus sonhos te ouvia

Os gemidos, ladrões aplacados além do gozo

Que meu corpo isento, em outro plano assistia.