Lânguido e sonoro é teu regaço
Nas sombras da misericórdia tu habitas
Submissos neste poço de sem nomes,
Reluzindo venho mudo e tu palpitas.
Vórtices de ferro calcinam-me as têmporas,
Todas as auroras desvanecem,
A vida enquanto vida que se extingue,
Reverberam nas paredes e padecem.
Procurei-me a mim no fogo, latente chama,
No eco mudo dos meus sonhos te ouvia
Os gemidos, ladrões aplacados além do gozo
Que meu corpo isento, em outro plano assistia.

