PÁLIDAS
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PÁLIDAS

Se o sacrifício da pele é osso,

É carne e rachaduras,

Que desnuda no silêncio faz-se estéril,

Oh! À alegria no gozo, no repouso,

No infrutífero regaço que se faz casa.

 

Encontrar no caminho umas

Montanhas, deleitar-se,

Ver na aurora resplandecente

O perder do fôlego,

Ver no chão de terra o meu cansaço.

 

Que céu, que véu de puro suor!

Na veracidade de um sonho

Enveredado de raízes,

 

E numa canção suave, depois que o

Tempo se cala,

Te olhar com os olhos de quem ama,

E amar co ‘amor que mais se arde.