Se o sacrifício da pele é osso,
É carne e rachaduras,
Que desnuda no silêncio faz-se estéril,
Oh! À alegria no gozo, no repouso,
No infrutífero regaço que se faz casa.
Encontrar no caminho umas
Montanhas, deleitar-se,
Ver na aurora resplandecente
O perder do fôlego,
Ver no chão de terra o meu cansaço.
Que céu, que véu de puro suor!
Na veracidade de um sonho
Enveredado de raízes,
E numa canção suave, depois que o
Tempo se cala,
Te olhar com os olhos de quem ama,
E amar co ‘amor que mais se arde.

