Os sinos soavam sobre a nevoa densa,
As chamas cá dentro propagavam-se imensas Dilacerando uma a uma toda e qualquer crença,
Que se arraigava na superfície fria da indiferença.
No colo inerente da vida eu via,
Os efeitos fugazes da escarrada sombria
O ácido percorrendo toda a carne carcomida, Deixando apenas os ossos com a pele dissolvida.
Oh céus! Onde esconderei tamanha vergonha? Clamavam por misericórdia os astros perante A chacina horrenda comandada pela peçonha, Que condenava sem piedade toda alma errante.
Como um pássaro enjaulado sedento por liberdade,
Luto contra as grades deste vale escuro e penoso.
Ao invés de sangue, vomito estrelas, terreno arenoso
Que entope minhas veias, com o doce amargo da verdade.

