NOITE SOMBRIA
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NOITE SOMBRIA

Os sinos soavam sobre a nevoa densa,

As chamas cá dentro propagavam-se imensas Dilacerando uma a uma toda e qualquer crença,

Que se arraigava na superfície fria da indiferença.

 

No colo inerente da vida eu via,

Os efeitos fugazes da escarrada sombria

O ácido percorrendo toda a carne carcomida, Deixando apenas os ossos com a pele dissolvida.

 

Oh céus! Onde esconderei tamanha vergonha? Clamavam por misericórdia os astros perante A chacina horrenda comandada pela peçonha, Que condenava sem piedade toda alma errante.

Como um pássaro enjaulado sedento por liberdade,

 

Luto contra as grades deste vale escuro e penoso.

Ao invés de sangue, vomito estrelas, terreno arenoso

Que entope minhas veias, com o doce amargo da verdade.