MORENA
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MORENA

Eu gostava de chama-la de morena,

e a mim ela chamava meu poeta.

sem eu menos esperar cravou-me a seta

Tal qual o anjinho, mau vestido, da outra cena.

 

Só um choque de olhar já nos bastava

o sorriso armava uma armadilha.

Um era o rastro dos pés e o outro a trilha

onde o "caliente" desejo caminhava

 

Fez-me bem, sumiu e faz-me falta

todo chamego e carinho que me deu.

acomete-me a morrinha e a febre alta

 

Um zumbi que a noite vaga! esse sou eu!

Mergulhado na neblina, homem do breu.

E o motivo da loucura é a sua falta.