Eu gostava de chama-la de morena,
e a mim ela chamava meu poeta.
sem eu menos esperar cravou-me a seta
Tal qual o anjinho, mau vestido, da outra cena.
Só um choque de olhar já nos bastava
o sorriso armava uma armadilha.
Um era o rastro dos pés e o outro a trilha
onde o "caliente" desejo caminhava
Fez-me bem, sumiu e faz-me falta
todo chamego e carinho que me deu.
acomete-me a morrinha e a febre alta
Um zumbi que a noite vaga! esse sou eu!
Mergulhado na neblina, homem do breu.
E o motivo da loucura é a sua falta.
