MINHA VIDA QUE EU CARREGAVA NO COLO
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MINHA VIDA QUE EU CARREGAVA NO COLO

quando vivi próximo ao mar e distante de meu umbigo enterrado em Volta Redonda Yemanjá me trazia mensagens e aumentava o sal do mar com minhas lágrimas. o banzo ancestral corria na veia na areia na respiração entrecortada pelo soluço da alma. eu tinha sempre comigo uma criança e uma flor. era minha vida que eu carregava no colo e um presente para a mãe de todos e rainha do mar. o sol evaporava no mergulho no horizonte e o sono vinha com a escuridão. acordava em lua nova ou cheia. mas a saudade estava sempre ali se debatendo no peito.