Tic-tac. O relógio não para.
Nem quando a casa dorme, nem quando a madrugada se arrasta. Os ponteiros avançam, indiferentes, como se soubessem o caminho. Eu, não.
Fico olhando para eles, esperando que, em algum momento, um segundo tenha piedade e fique para trás.
Mas o tempo não olha para trás.
Tic-tac.
E eu sigo aqui, tentando acompanhar aquilo que nunca precisou de mim.
