NÃO FAZ SENTIDO RODAS GIGANTES

NÃO FAZ SENTIDO RODAS GIGANTES

Tocaram piano para mim quando eu fui Pelicano.

Algumas crianças roubaram minhas asas.

Devolveram.

Entrei na roda-gigante.

Tentei engolir um caminhão de brinquedos.

Vamos. Ouvi.

Tentaram pegar nas minhas mãos.

Enfiaram uma pipoca no meu bico.

Um pequeno homem abraça a mãe com cara de nuvem.

Dançaram no campo com uma esfera engraçada.

Duas meninaszinhas leram versinhos gaguejando.

Um homem ordenou a retirada dos sorrisos.

Tentei engolir esse homem.

Voei até as antenas.

Uma mulher bocuda engoliu o homem.

Uma mamãe que veio buscar sua criança sorriu para um redemoinho que levantou duas saias de tigre.

Vamos. Me empurraram.

A menina apontou para chuvas daqui a cinco minutos.

Um professor tocou gaita.

Já posso ser Heldel.

Me chamaram de Rebeca. Não, é Ana, acho que é Olivia. Pernuda.

É a Monalisa. Gritaram.

Atrás do vidro alguém estudava cálculos.

Pingos.

Pintamos na areia.

Pisaram no meu bigode. Riram.