ENCONTRO COM A MORTE
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ENCONTRO COM A MORTE

Arranco de minha carne esta dor

E ponho-a em um saco revestido de orgulho.

Limpo de minhas vestes todo este amargor,

Que se torna intrínseco confidente deste embrulho.

 

Ah Amadeu, que de grinaldas e madrepérolas te fiz,

A tudo rejeitastes de antemão, tamanha deterioração,

Que me fizera de bom homem, homem infeliz. Rendido, a ermo, eu e meu coração.

 

Inda hoje irei eu ter com a morte no cemitério,

Pois tenho vivo e ardente um único critério,

Procurar na alcova escura minha redenção.

 

Meu corpo se unirá a tantos outros, já fétidos.

De cimento, terra e vermes, ocluídos.

Alcançando minha alma, enfim, sua ascensão.