Vejo você como vejo gotas
Douradas de chuva,
Deleitoso lanço-me sobre os
Teus ramos e prendo-me no
Teu celeiro,
Os faróis não nos acharão
No mar que é este teu amor.
Nem os olhares fugazes das
Janelas dos trens irão de
Contemplar o cortejo de acordes
Celestes que revestirão nossos
Corpos e lábios.
Arrancado do precipício agora
Ei de arrastar eros até minha alcova,
Obrigando-o com a mais
Devoradora ferocidade tornar
Este coração de pedra, carne.
Para que ele possa novamente
Amar.

