DO AMOR
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DO AMOR

Vejo você como vejo gotas

Douradas de chuva,

Deleitoso lanço-me sobre os

Teus ramos e prendo-me no

Teu celeiro,

Os faróis não nos acharão

No mar que é este teu amor.

 

Nem os olhares fugazes das

Janelas dos trens irão de

Contemplar o cortejo de acordes

Celestes que revestirão nossos

Corpos e lábios.

 

Arrancado do precipício agora

Ei de arrastar eros até minha alcova,

Obrigando-o com a mais

Devoradora ferocidade tornar

Este coração de pedra, carne.

Para que ele possa novamente

Amar.