Será que se eu voltar a te seguir no Instagram você me segue de volta?
Será que eu devo curtir umas 17 fotos tuas, todas de uma vez, pra você me enviar uma DM e perguntar o que eu tô fazendo?
Será que a gente voltaria a conversar como fazíamos? A gente nem ligava se era uma quarta-feira, às 2h da manhã. A gente se devorava. Sexo verbal mesmo. Que loucura...
Esse texto não é pra me lamentar, gritar de raiva com você ou fazer uma metáfora bonitinha pra explicar a real situação da minha mente perturbada e do meu coração (que está aos cacos, na verdade).
Eu pagaria qualquer coisa agora pra sentar numa mesa de bar com você. A gente podia dividir uma cerveja de garrafa e conversar da vida.
Despretensiosamente.
Provavelmente, em algum momento da conversa, traríamos à tona alguns dos nossos mal (“males”?) resolvidos.
Você – com toda a certeza – me falaria algumas coisas jogadas, sem sentido. E eu – com toda certeza – tentaria provar alguns pontos meus, algumas certezas minhas – tão incertas – e você simplesmente concordaria, porque sabe que às vezes o melhor a fazer é dar o braço à torcer pra eu ficar calado mais rápido.
Lembra daquela vez que nos beijávamos no estacionamento daquela super-quadra, na Asa Sul, no carro do teu pai? Depois daquele cover super bacana naquele pub irlandês? Seria muito bom se nossa conversa no bar terminasse assim.
Falando sobre a Europa... Você viveria comigo, na Espanha, se eu te pedisse?

