16 JUN 2023
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16 JUN 2023

Oi.

 

Hoje eu senti vontade de te escrever.

 

Vi um vídeo do Nando Reis falando sobre a habilidade de aprender a amar e como isso se dá de uma maneira plena, onde deixamos de colocar nossas expectativas nas ações do outro e passamos a acolher somente aqui que de fato o outro nos dá.

 

Sei lá, fiquei pensando nisso...

 

Maldita distância que tinha entre nós.

 

Como teria sido nosso namoro, em outras circunstâncias?

 

Será que você me amaria às noites das terças-feiras, numas visitas inesperadas e com o único objetivo de deitar teus olhos sobre os meus?

 

Será que nosso cotidiano cairia na rotina e nós nos tornaríamos acomodados a tal ponto de viver uma relação morna e banal como tantos fazem aí?

 

Sei lá eu...

 

Mas pensei, sim, hoje, em você.

 

Queria te contar um segredo: sinto medo na mesma proporção que sinto desejo de te encontrar, de novo. Queria muito sentar num café, contigo. Ou numa mesa de bar.

 

Tenho medo, morena, de te procurar e acabar por fazer você sofrer. Mas, ao mesmo tempo, não consigo tirar da minha mente a expectativa de ver você, de estar com você, de ouvir tua risada grave, de te abraçar e sentir tua pele macia.

 

Ainda lembro de você quando sinto o cheiro do teu perfume. Aquele lá, que você deixou aqui em casa.

 

Queria ver um filme contigo hoje, aproveitando esse climinha de frio e garoa pra esquentar teus pés enquanto você, atenta, repousa esse ter corpo — sagrado — no meu.

 

Tá foda.