Eu costumava te ligar aos sábados, nas convivências de inicio de curso, para te dizer sobre como o fim de semana foi bom, como eu estava feliz, como eu havia encontrado beleza em tudo e como você me fazia falta, por não estar aqui, comigo.
Lembra aquela vez que eu guardei uma rosa pra você? E te enviei pelos Correios? Uma rosa meio amarelada, que eu peguei que um arranjo de mesa. Eu lembro disso ainda...
Eu costumava te recitar vários versos sem nenhuma rima, só pra te dizer aquilo que meu coração mandava: que tua voz era linda, que eu estava absolutamente apaixonado e que — um dia, quem sabe — viveríamos juntos essa experiência, esse mistério de beleza oculta e antiga das liturgias catecúmenas...

