CANÇÃO DA NOITE
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CANÇÃO DA NOITE

Antes que reste dos recuos as calhas

Nas grandes rodas de terra falhas em

Tornarem as tardes de verão manhas,

Deita-te Tulio.

Nas conchas, nas ardências,

Na inercia do gozo,

 

Na trilha que provoca a calma,

Nos uivos da carne, deita-te!

Deita-te não temendo o que

Possas vir da fonte saliente de

Palavras tortas,

 

Para que na noite,

Como um sopro de amparo

Sobre os olhos cansados repouse

Nesse nosso exilio de muros indivisíveis

Onde nas rochas fazem-se viva sua morada.