Antes que reste dos recuos as calhas
Nas grandes rodas de terra falhas em
Tornarem as tardes de verão manhas,
Deita-te Tulio.
Nas conchas, nas ardências,
Na inercia do gozo,
Na trilha que provoca a calma,
Nos uivos da carne, deita-te!
Deita-te não temendo o que
Possas vir da fonte saliente de
Palavras tortas,
Para que na noite,
Como um sopro de amparo
Sobre os olhos cansados repouse
Nesse nosso exilio de muros indivisíveis
Onde nas rochas fazem-se viva sua morada.

